Obesidade aumenta risco de asma

Estudo publicado na revista “Plos Medicine”

04 julho 2014
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O aumento do risco de desenvolvimento de asma que ocorreu nos finais do século XX pode, em parte, ser resultante do aumento do índice de massa corporal (IMC) na infância, sugere um estudo publicado na revista “PLOS Medicine”.
 

A incidência deste tipo de doença crónica, causada pela inflamação das vias respiratórias, tem aumentado durante as últimas décadas. Estima-se que 200 milhões de adultos e crianças sejam afetadas pela asma, em todo o mundo.
 

Apesar das causas da asma ainda não serem conhecidas, alguns especialistas acreditam que a obesidade pode ser uma delas. Na verdade, tal como a asma, a obesidade é também cada vez mais comum. Estudos observacionais realizados em crianças demonstraram que o IMC está positivamente associado à asma. Contudo, este tipo de estudo não foi capaz de provar que a obesidade causa a asma.
 

Assim, de forma a tentar provar se o IMC tem um efeito casual na asma, uma equipa internacional de investigadores utilizou um método que inclui informação genética e dados observacionais. Neste tipo de estudo Mendeliano a causalidade pode ser aferida através das associações entre as variantes genéticas que se sabem que afetam um fator modificável de risco, como é o caso da massa corporal, e a doença em questão, neste caso a asma nas crianças.
 

Neste estudo, liderado pelos investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, foram analisados os efeitos casuais do IMC, massa gorda e magra no desenvolvimento da asma em 4.835 crianças que tinham em média  7,5 anos de idade. Foi calculada a pontuação genética ponderada baseada em 32 variações na sequência de ADN associadas ao IMC, tendo sido também estimadas as associações com IMC, massa gorda e magra, e asma.
 

O estudo apurou que a pontuação genética estava mais fortemente associada ao IMC, massa gorda e magra e com a asma na infância. Na verdade o risco relativo de desenvolvimento de asma aumentava 55% por cada unidade a mais de IMC.
 

Estes resultados sugerem que um IMC mais elevado aumenta o risco de desenvolvimento de asma na infância. Assim as intervenções de saúde pública que tenham por alvo a redução da obesidade podem também ajudar a limitar o aumento global da asma.
 

Apesar de algumas das reconhecidas limitações do estudo, os investigadores concluem que “apesar de as influências ambientais sobre o desenvolvimento de asma na infância terem já sido amplamente investigadas noutros estudos, poucos foram aqueles que forneceram uma evidência casual tão demarcada”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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