Obesidade associada ao declínio da função renal

Estudo publicado na revista ”American Journal of Kidney Diseases”

18 dezembro 2013
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Investigadores americanos constataram que a obesidade está associada ao desenvolvimento da doença renal, defende um estudo publicado na revista ”American Journal of Kidney Diseases”.
 

A saúde renal é vital para um adequado funcionamento do coração, cérebro, sistema esquelético e imunológico. Neste contexto, este estudo chama a atenção para a necessidade urgente de uma intervenção precoce nos pacientes obesos.
 

De acordo com a primeira autora do estudo, Vanessa Grubbs, as pessoas estão a ficar mais obesas, estando esta condição a afetar cada vez mais os jovens. Assim, os problemas de saúde que lhes estão associados vão começar a ser cada vez mais comuns e afetar as pessoas cada vez mais cedo.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, contaram com a participação de 2.891 indivíduos, os quais foram categorizados de acordo com o índice de massa corporal (IMC) em: peso normal, excesso de peso, obesidade e obesidade extrema. No início do estudo, os participantes que tinham uma média de 35 anos de idade apresentavam uma função renal normal.
 

A função renal dos participantes foi apurada através da medição da proteína cistatina C, em vez de a medição habitual dos níveis de creatinina. Os níveis de cistatina C são um marcador mais sensível, sendo possível detetar alterações subtis na função renal.
 

Foi verificado que, ao longo dos 10 anos de período de acompanhamento, a função renal diminuiu em todos os indivíduos. Contudo, ocorreu um declínio mais significativo e mais rápido nos pacientes com um peso mais elevado.
 

Os investigadores constataram que mesmo tendo em conta a diabetes, pressão arterial, e processo inflamatório, o IMC prevaleceu com o fator preditivo do declínio da função renal. “Havia algo único no facto de se ter peso a mais que afetava a função renal, mesmo antes do aparecimento da doença. Ainda não identificamos qual o mecanismo responsável por esta associação, mas esperamos desvendá-lo em estudos futuros”, referiu a investigadora.
 

“O facto de termos sido capazes de utilizar este marcador para observar declínios na função renal, muito antes de os pacientes desenvolverem uma doença renal crónica, é bom na medida que permite uma deteção e intervenção precoce”, conclui Vanessa Grubbs.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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