Obesidade associada à produção de frutose pelo organismo

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

13 setembro 2013
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A causa da obesidade e da resistência à insulina pode estar associada à frutose que o organismo produz para além da frutose consumida, sugere um estudo publicado na “Nature Communications”.
 

Nos últimos anos, a utilização de adoçantes, como o xarope de milho rico em frutose, tem sido apontada como um dos principais fatores de risco da obesidade e resistência à insulina. Muitos estudos têm sugerido que o risco dos açúcares adicionais pode ser devido ao conteúdo de frutose.
 

Contudo, os investigadores da Universidade de Colorado, nos EUA, defendem que fígado gordo e a resistência à insulina poderão ser também resultantes da frutose produzida no fígado, proveniente dos hidratos de carbono que não contêm frutose.
 

O estudo realizado em ratinhos apurou que estes animais conseguiam converter a glucose em frutose no fígado, sendo esta conversão crítica para o desenvolvimento da obesidade e resistência à insulina nos ratinhos alimentados com glucose.
 

De acordo com um dos autores dos estudos, Miguel Lanaspa, estes dados sugerem que a frutose produzida a partir da glucose é amplamente responsável pela forma como os hidratos de carbono causam fígado gordo e resistência à insulina.
 

“O nosso estudo ajuda a compreender melhor por que motivo os alimentos altamente glicémicos poderão aumentar o risco de obesidade e resistência à insulina”, revelou, em comunicado de impressa o líder do estudo, Richard Johnson.
 

Embora o ganho de peso seja em parte resultante do conteúdo calórico dos alimentos e dos efeitos da estimulação da insulina, a capacidade de os alimentos altamente glicémicos causarem resistência à insulina e fígado gordo é em parte resultante da conversão da glucose em frutose no organismo.
 

“Ironicamente o estudo mostra que o risco de ingestão de alimentos altamente glicémicos é na verdade devido à produção de frutose, que é um açúcar de baixo teor glicémico. Estes resultados desafiam o dogma da frutose ser segura e que apenas os hidratos de carbono com alto teor glicémicos devem ser restringidos”, conclui o investigador
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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