Obesidade: 32% dos lisboetas são obesos

Estudo com apoio da Sociedade Portuguesa Para o Estudo da Obesidade

06 novembro 2012
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A obesidade afeta 32% dos lisboetas, enquanto 37% estão em situação de pré-obesidade, dá conta um estudo realizado em Lisboa no âmbito do programa “Saúde mais Próxima”.
 

Este projeto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), com o apoio da Sociedade Portuguesa Para o Estudo da Obesidade (SPEO), contou com a participação de 2.125 pessoas de cerca de 30 bairros municipais e históricos da capital portuguesa.
 

O objetivo era não só analisar os dados recolhidos para fazer um rastreio dos níveis de obesidade, como também conhecer melhor os hábitos alimentares e o estilo de vida da população.
 

O estudo ao qual a agência Lusa teve acesso apurou que apesar de a maioria dos inquiridos (83%) indicar que faz vigilância da saúde, “os resultados gerais (avaliação do Índice de Massa Corporal, o IMC, e de outros fatores, como colesterol e glicemia) apontam cenários pouco positivos, que colocam a maioria dos lisboetas em situação de pré-obesidade (37%) e obesidade (32%)”.
 

Segundo o documento, ao inquirir-se a população de Lisboa sobre os seus hábitos alimentares e estilo de vida, “foram colocadas várias questões que permitem estabelecer relações entre o grau de escolaridade e o número de refeições realizadas por dia”. Por exemplo, constatou-se que elevados níveis de escolaridade influenciam positivamente os hábitos alimentares.
 

Os investigadores também constataram que havia uma associação entre o IMC e o número de peças de fruta consumidas por dia, o consumo de produtos lácteos, a leitura de rótulos ou o consumo de água. Verificou-se que “a maioria da população atendida é sedentária, tendência esta que se estende à população com excesso de peso”.
 

“A população com excesso de peso investe menos tempo do seu dia na atividade física comparativamente à população com o peso recomendado”: 57% da população com excesso de peso é sedentária versus 49% da população com peso normal, indicou o estudo.
 

Os investigadores concluíram que “a grande maioria das pessoas quase nunca planeia as suas refeições e atividade física diárias” e, de entre as que planeiam, 25% têm excesso de peso e 20% têm o peso recomendado.
 

A maioria dos inquiridos admitiu nunca ler os rótulos dos alimentos, verificando-se que a preocupação com este tipo de informação é menor entre aqueles que apresentam excesso de peso.
 

Relativamente ao consumo diário de água, a maioria da população da capital demonstrou ter cuidado, ingerindo entre um e dois litros (69%). Não se registaram diferenças significativas entre os hábitos de consumo de líquidos entre as pessoas com peso normal e com excesso de peso, refere o estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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