O sucesso da quimioterapia no cancro da mama: nova descoberta

Estudo publicado na edição em linha da “Cancer Cell”

13 março 2015
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Uma equipa de investigadores descobriu um mecanismo que explica por que razão alguns tumores do cancro da mama respondem a certos tipos de quimioterapia e outros não.
 
A investigação conduzida pelo Instituto de Investigação Médica Sanford-Burnham permitiu identificar um mecanismo de controlo da assimilação de glutamina nas células cancerígenas da mama e a sua importância na resposta do tumor a certos tipos de quimioterapia.
 
Esta descoberta realça o nível de glutamina, um nutriente essencial para o desenvolvimento do cancro, como sendo determinante na resposta do cancro da mama a determinados tratamentos anticancerosos. Adicionalmente, este estudo permite identificar um marcador associado à assimilação da glutamina para um potencial prognóstico e estratificação dos tratamentos para o cancro da mama.
 
Ze'ev Ronai, diretor científico daquele instituto, comenta que “o nosso estudo indica que uma proteína denominada RNF5 determina a resposta do cancro da mama ao paclitaxel, um dos fármacos quimioterápicos mais conhecidos”.
 
Segundo o investigador, “o paclitaxel pertence a uma classe de fármacos chamados taxanos, os quais atuam através do desencadeamento de uma resposta de stress nas células, que por sua vez promovem a interação entre a RNF5 e as proteínas de assimilação da glutamina. Descobrimos que esta interação causa degradação nas proteínas transportadoras de glutamina, levando a um fornecimento insuficiente de glutamina e à sensibilização dos tumores do cancro da mama para a morte”.
 
Já se sabia que muitos tipos de células tumorais dependem da glutamina para crescerem e sobreviverem. No entanto, desconhecia-se como era regulada a assimilação da glutamina. Este novo estudo permitiu demonstrar a importância da RNF5 no controlo da assimilação da glutamina e na interferência no desenvolvimento tumoral.
 
Com esta descoberta poder-se-á também testar os tumores relativamente aos níveis de proteína RNF5 e de proteína transportadora de glutamina, como a SLC1A5, para identificar os pacientes que mais beneficiam em receber tratamento à base de taxanos.
 
“Descobrimos que apenas 30% dos tumores exibem níveis elevados de RNF5 e níveis baixos de proteínas transportadoras de glutamina – o perfil ideal para responder ao paclitaxel”, explica Ze'ev Ronai.
 
O investigador explicou que testaram o valor prognóstico da medição dos níveis de proteínas transportadoras de glutamina. “Os nossos resultados indicam que essas proteínas constituem um marcador notável dos resultados do paciente, tão bom como os marcadores utilizados atualmente”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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