O risco cardiovascular das mulheres portuguesas

Estudo publicado no “International Journal of Public Health”

05 junho 2012
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As mulheres com um estatuto socioeconómico mais baixo têm um maior risco de sofrer de doença cardiovascular, dá conta um estudo publicado no “International Journal of Public Health”.

 

O estudo promovido pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) é o primeiro a apresentar a prevalência de diversos fatores de risco cardiovascular antes da gravidez, em mulheres portuguesas, que tiveram pelo menos um filho.

 

Para o estudo, os investigadores do Departamento de Epidemiologia, Saúde Pública e Medicina Preditiva da FMUP contaram com a participação de 8 mil mulheres que deram à luz em cinco maternidades do Porto.

 

O comunicado enviado pela FMUP refere que, os resultados indicaram que, antes de engravidar, 20% das mulheres tinham excesso de peso e 8,8% eram obesas. Adicionalmente quatro dessas mulheres tinha fumado nos meses que antecederam a gestação. A prevalência de hipertensão e de dislipidemia, níveis elevados de gordura no sangue, foi de 1,7% e da diabetes 0,6%. Do total das participantes, 3,7% apresentavam, pelo menos, um fator de risco cardiovascular 0,2% tinham dois ou mais fatores de forma concomitante.

 

Apesar da baixa prevalência da hipertensão, dislipidemia e diabetes, a autora principal do estudo, Elisabete Alves, revelou em comunicado que a ”clara tendência para a agregação destes três fatores de risco revela um perfil cardiovascular desfavorável para as jovens mães, desde o período pré-concecional”.

 

O estudo apurou que a idade está progressivamente e significativamente associada ao excesso de peso. O mesmo foi observado para a existência de gravidezes anteriores, ou seja, quanto maior o número de filhos, maior é a probabilidade da mulher ter um excesso de peso.

 

Elisabete Alves dá conta que existe ainda falta de consciência relativamente ao risco cardiovascular em mulheres jovens e refere a necessidade de intervir mais cedo, antes do aparecimento dos primeiros sintomas. “Seria desejável que se interviesse o mais precocemente possível, de forma a prevenir a evolução da doença, a reduzir os custos físicos e psicológicos que o desenvolvimento de uma doença crónica acarreta e, em última análise, a reduzir os custos financeiros”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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