O que pode ajudar a alterar o estilo de vida?

Estudo publicado na “Psychological Science”

16 julho 2012
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As doenças crónicas como a obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares beneficiam de alterações do estilo de vida. Mas o que impulsiona e mantem a adoção destes comportamentos saudáveis ao longo do tempo? Este estudo publicado na revista “Psychological Science” dá conta dos fatores que podem influenciar ou motivar a adesão a tipo de comportamentos benéficos para a saúde.

 

De acordo com os investigadores da University of Birmingham, no Reino Unido, a teoria da autodeterminação é especialmente importante para entender o modo com as pessoas se comportam, especialmente no contexto da saúde. Esta teoria defende que há três necessidades psicológicas básicas que, quando cumpridas, ajudam a iniciar e manter comportamentos de saudáveis. Assim, é necessário autonomia, competência ou eficácia e necessidade de estabelecer relações, de forma as pessoas se sentirem compreendidas e acarinhadas.

 

Com base numa técnica específica de análise, os investigadores analisaram os dados referentes a esta teoria no contexto da saúde. Após pesquisa bibliográfica foram identificados 184 conjuntos de dados que analisaram a influência que os vários fatores poderiam ter nos comportamentos de saúde como prática de atividade física, abstinência do tabaco e controlo de diabetes e peso.
 

O estudo apurou que relativamente ao respeito pela autonomia dos pacientes nos serviços de saúde esta foi positivamente associada aos sentimentos de autonomia, competência e aproximação dos pacientes em relação ao comportamento de saúde alvo. Adicionalmente foi também verificado que a satisfação das três necessidades psicológicas estavam positivamente associadas com o bem-estar do paciente, incluindo melhoria a nível da saúde mental e física.

 

Quando os autores do estudo criaram um modelo para calcular a influência casual dos vários fatores nos comportamentos de saúde, verificaram que a competência era um fator particularmente importante. Estes resultados sugerem que a perceção dos pacientes relativamente à eficácia da sua capacidade em alterar comportamentos de saúde, muitas vezes enraizados, é fundamental para a sua capacidade de realmente proceder a essa mudança.

 

"Recentemente, a autonomia do paciente tem sido identificada como um aspeto importante na ética médica. Os nossos resultados mostram que o foco na autonomia do paciente conduz a mudanças benéficas na saúde”, revelou em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Johan Ng.

 

O investigador conclui que apoiar as necessidades psicológicas dos pacientes é essencial para que os profissionais de saúde consigam ajudar os pacientes a ter sucesso na adoção de medidas necessárias para melhorar a sua saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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