O perfil dos incendiários portugueses

Mais de metade sofre de perturbações mentais

15 dezembro 2003
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Mais de metade dos indivíduos detidos pelo crime de incêndio entrevistados no âmbito de um aprofundado projecto de investigação que visou traçar o perfil do incendiário português sofriam de doenças ou perturbações mentais e um terço (34 por cento) tinha mesmo sido considerado inimputável pelos tribunais, por não ser capaz de avaliar a ilicitude dos seus actos. Esta é uma das principais conclusões a que chegaram os investigadores do Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais (ISPJCC) e do Instituto de Educação e Psicologia (IEP) da Universidade do Minho, depois de terem entrevistado 74 indivíduos, a quase totalidade dos detidos nas prisões portuguesas por crimes de incêndio (florestal e urbano) no período compreendido entre 1999 e 2000. Os resultados finais deste trabalho vão ser hoje apresentados no ISPJCC, em Loures. Intitulado «Caracterização sociopsicológica do incendiário português: implicações para a prevenção deste tipo de crime», o projecto de investigação permitiu perceber que os incendiários são basicamente «adultos jovens, maioritariamente solteiros, divorciados ou separados» e que na maior parte dos casos vivem ainda com os pais, adiantou o coordenador do trabalho, o psicólogo Rui Abrunhosa, do IEP da Universidade do Minho. Fonte: Público

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