O papel das células do baço na hipertensão crónica

Estudo publicado na revista “Immunity”

26 novembro 2014
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Uma proteína presente no baço, denominada fator de crescimento placentário, desempenha um papel importante na ativação de uma resposta imune que conduz ao desenvolvimento da hipertensão, dá conta um estudo, publicado na revista “Immunity”.
 

A pressão arterial elevada, também conhecida por hipertensão, afeta mais de mil milhões de indivíduos em todo o mundo e é um fator de risco importante para o acidente vascular, insuficiência cardíaca e doenças renais.
 

Alguns estudos têm sugerido que um tipo de células imunes, os linfócitos T, contribuem para o desenvolvimento da hipertensão, mas, até à data, o mecanismo envolvido ainda não estava esclarecido. Os investigadores do Instituto Neuromed, na Itália, suspeitaram que o fator de crescimento placentário poderia ser a ligação que faltava, uma vez que esta proteína tem um papel importante tanto no sistema cardiovascular, como imunológico.
 

De forma a testar esta teoria, os investigadores utilizaram ratinhos que não expressavam o fator de crescimento placentário. Verificou-se que a administração de uma hormona que habitualmente aumenta a pressão arterial, a angiotensina II, não provocou hipertensão. Contrariamente aos ratinhos do grupo de controlo, estes animais também estavam protegidos de danos cardíacos e renais associados à hipertensão.
 

O estudo apurou que a ausência do fator de crescimento placentário impediu que os linfócitos T saíssem do baço, entrassem na corrente sanguínea e se infiltrassem nos vasos sanguíneos e rins onde a hipertensão era manifestada. Os investigadores também constataram que o sistema nervoso central controla os níveis do fator de crescimento placentário no baço, e que a presença deste fator no baço é essencial para a ativação dos linfócitos T e o desenvolvimento da hipertensão.
 

“Nos últimos anos têm-se desenvolvido anticorpos monoclonais contra o fator de crescimento placentário como uma estratégia para abrandar o crescimento tumoral e degeneração macular associada à idade”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Daniela Carnevale.

 

A investigadora conclui que os resultados sugerem que este tipo de anticorpos monoclonais pode também ter por alvo a hipertensão.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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