O odor tem idade

Estudo publicado na revista “PLoS ONE”

04 junho 2012
  |  Partilhar:

Os seres humanos conseguem identificar a idades de outros através de diferenças no odor corporal. Grande parte desta competência é baseada na capacidade de identificar o odor dos idosos que contrariamente à suposição popular é menos intenso e desagradável, do que o odor corporal dos mais jovens, dá conta um estudo publicado na revista “PLoS ONE”.

 

“Tal como os outros animais, os seres humanos conseguem detetar os odores corporais que permitem identificar a idade biológica, evitar indivíduos doentes, escolher uma companheiro adequado e distinguir os familiares “, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo Johan Lundström.

 

Os odores corporais humanos contêm uma vasta gama de componentes químicos que transmitem vários tipos de informação social. As características de perceção destes odores variam ao longo da vida, tal como as concentrações dos componentes químicos subjacentes.

 

Os cientistas acreditam que os odores associados à idade poderão ter ajudado os animais a selecionar os companheiros adequados. Neste sentido, os machos mais velhos eram mais procurados por contribuírem com genes que permitiam que os seus descendentes vivessem mais tempo, enquanto que as fêmeas mais velhas deveriam ser evitadas, pois o seu sistema reprodutor era mais frágil.

 

A partir de estudos anteriores realizados em animais que demonstraram que estes tinham a capacidade de identificar a idade de outros através do odor, os investigadores do Monell Center, nos EUA, decidiram analisar se os seres humanos tinham também esta capacidade.

 

Para o estudo, os investigadores recolheram o odor corporal de indivíduos pertencentes a três faixas etárias: jovens entre os 20 e os 30 anos, indivíduos de meia-idade que tinham entre 45 e 55 anos e idosos entre os 75 e os 95 anos de idade. Cada participante dormiu, durante cinco noites, com uma camisola que continha almofadas axilares, que foram cortadas e colocadas em frascos de vidro.

 

Os odores corporais foram avaliados por 41 jovens, entre os 20 e 30 anos, aos quais foi pedido para identificar os odores associados aos participantes mais velhos, nomeadamente a intensidade e suavidade de cada odor e a idade estimada de cada participante.

 

O estudo apurou que os avaliadores foram capazes de discriminar as faixas etárias dos participantes, tendo os odores das pessoas idosas ajudado nesta tarefa. Curiosamente, os odores corporais dos idosos foram classificados como menos intensos e mais agradáveis, do que os odores do outros dois grupo de participantes.

 

Os investigadores estão atualmente a programar mais estudos para tentar identificar os biomarcadores que os avaliadores utilizaram para identificar odores associados à idade e também determinar como o cérebro é capaz de identificar e avaliar este tipo de informação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.