O negócio das análises genéticas nos EUA

Situações relatadas no The New York Times

17 maio 2006
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Milhares de norte-americanos pagam cerca de 250 dólares por um teste destinado a verificar a quantidade de genes africanos, americanos, caucasianos ou asiáticos que portam no seu ADN, revela um artigo recentemente publicado pelo jornal "The New York Times".
 

 

Além da mera curiosidade pelas raízes familiares, há pessoas que recorreram aos exames para afirmarem ser parte de "minorias" e pedirem os privilégios oferecidos por universidades, empresas e pelo Governo para os grupos étnicos que foram discriminados durante décadas. Outros, cita o jornal, são casos de pessoas de pele branca que, a partir dos resultados dos testes de ADN, argumentam ter antepassados africanos, "enquanto algumas pessoas com pele negra citam ancestrais europeus em disputas por direitos de herança".
 

 

Para muitos negros norte-americanos, o exame de DNA trouxe não apenas a comprovação do que suspeitavam - de que possuem ascendência branca, provavelmente da época da escravatura, mas a surpresa de um componente ameríndio na sua carga genética.
 

 

Os clientes que procuram a análise genética para descobrirem mais sobre os seus antepassados recebem das empresas uma caixinha que contém o necessário para a recolha de amostras -habitualmente um algodão que é esfregado no interior da boca. Para determinar a percentagem de DNA que cada pessoa tem em cada uma das quatro "linhagens", o teste examina 175 polimorfismos de nucleótido simples que, segundo as empresas especializadas, mostram a origem étnica e geográfica dos indivíduos com muitos pormenores.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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