O mundo precisa de mais pessoal médico
20 dezembro 2003
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Há uma «crise mundial do pessoal da saúde.» É o que fica claro com o relatório de 2003 sobre a saúde no mundo, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou na semana passada. O documento diagnostica, entre outros problemas, uma grande falta de médicos e enfermeiros, o que torna ainda mais complicada a luta contra as doenças infecto-contagiosas, nomeadamente a sida e a pneumonia atípica. «O maior problema para os sistemas de saúde é a falta do pessoal suficiente para o seu funcionamento», assume o organismo da Saúde. Para a agência das Nações Unidas, a falta de profissionais da saúde impede os países pobres de terem os devidos cuidados com os vários milhões de pessoas que, em determinadas circunstâncias, poderiam ter escapado à morte ou a uma dada enfermidade. «São os países em desenvolvimento que mais sofrem com esta crise, principalmente a África subsariana, sendo certo que ela atinge todas as outras regiões pobres», observa a Organização Mundial da Saúde, acrescentando que «há uma séria necessidade de medidas a ser tomadas para se fazer face à situação criada pela sida (...), visto que as devastações da sida reduzem o efectivo do pessoal disponível». A OMS não poupou críticas aos governos e às «organizações internacionais», que considera passarem ao lado das «questões de escassez do pessoal» médico. Para resolver este problema, o organismo para a saúde mundial acha que um reforço «rápido e considerável» dos efectivos «se impõe com urgência», se se quiser reforçar os fundos de substâncias farmacêuticas, postos à disposição, nos últimos anos, pela ONU, industriais ou o Banco Mundial. Fonte: Público

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