O maior banco de dados genético do mundo

Cientistas britânicos estão a desenvolver o maior banco mundial de dados genéticos, enquanto discutem problemas éticos

10 julho 2001
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O estudo vai recolher amostras de ADN de 500 mil adultos e será uma oportunidade para avaliar quais os factores genéticos que podem interferir em doenças como cancro, problemas cardíacos, Alzheimer, Parkinson, diabete e asma.
 

 

O projecto foi sugerido há cerca de dois anos e não deve ser implantado antes de 2002. Durante este período, os investigadores elaboram protocolos sobre a ética na recolha e avaliação dos dados. Em debate aparecem questões como confidencialidade e o acesso da indústria farmacêutica às informações.
 

 

O projecto, apoiado pelo Medical Research Council, Departamento de Saúde e The Wellcome Trust não é o primeiro banco de dados genéticos, mas será o maior e mais diversificado.
 

 

Ao longo dos séculos, a Grã-Bretanha tem sido povoada por ondas de imigração que vão dos celtas e saxões aos africanos e indianos, tornando esta região num óptimo laboratório para o estudo das influências genéticas.
 

 

Confidencialidade absoluta
 

 

A Population Biomedical Collection da Grã-Bretanha vai gastar mais de 84 milhões de dólares para estabelecer e armazenar amostras de ADN, informações sobre o estilo de vida e registos médicos de voluntários dos dois sexos, com idades compreendidas entre 45 e 64 anos.
 

 

A interacção entre material genético e estilos de vida é o principal objectivo deste estudo, segundo Tom Meade, chefe do grupo de trabalho e director da Unidade de Epidemiologia e Atendimento Médico do Medical Research Council, em Londres.
 

 

Para equipa de Meadel, a confidencialidade é, no entanto, uma questão prioritária. Um grupo independente irá vigiar o acesso aos dados e às amostras de ADN. Nem mesmo as empresas de seguro e polícia poderão ter acesso.
 

 

Mas para os mais críticos estas explicações não são suficientes. Anela Ryan, do Institute of Science in Society, referiu à Reuters que os “vampiros genéticos” do sector comercial acabarão por explorar os dados doados pelo público.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters
 

 

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