O impacto dos problemas de sono na infância

Indicadores oriundos de vários estudos

11 março 2015
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Uma boa noite de sono é essencial nas crianças para assegurar um bom estado de saúde no presente e mais tarde na vida. No entanto, são cada vez mais as crianças e adolescentes a sofrerem de problemas de sono.
 
Os problemas de sono nas crianças são de vários tipos. As parinsónias, que se traduzem em pesadelos, terrores noturnos e sonambulismo, são comummente atribuídas às crianças como os problemas de sono desta faixa etária. No entanto, a insónia e a apneia obstrutiva do sono afetam igualmente crianças e adolescentes.
 
Estima-se que cerca de 3% das crianças em idade pré-escolar e escolar tenham pesadelos, 6,5% sofram de terrores noturnos e até 15% experienciem o sonambulismo. A apneia obstrutiva do sono afeta entre 2 e 4% das crianças e a insónia atinge cerca de 25% das crianças e adolescentes. 
 
As horas de sono necessárias para as crianças e adolescentes variam ao longo do crescimento: até aos 3 meses, o bebé necessita de 14 a 17 horas diárias de sono; dos 4 aos 11 meses, são necessárias 12 a 15 horas; entre 1 e 2 anos de idade, as crianças requerem 11 a 14 horas; dos 3 aos 5 anos, precisam de 10 a 13 horas; dos 6 aos 13 anos, necessitam de 9 a 11 horas; dos 14 aos 17 anos são necessárias 8 a 10 horas diárias de sono. 
 
No entanto, estudos realizados têm revelado que as crianças e adolescentes não dormem o número de horas suficientes, algo que se tem vindo a verificar nos últimos 20 anos.
 
Os pais devem estar atentos aos sinais indicativos de distúrbios de sono na criança ou adolescente. O ressonar poderá indicar um distúrbio de sono ou de apneia do sono. Se a criança demorar mais de meia hora a adormecer ou se, após um ano de idade, não consegue dormir a noite inteira, poderá ter um problema de sono.
 
As causas dos problemas de sono são variadas. A inexistência de uma rotina de sono, como não haver horas regulares de ir para a cama ou dormir num ambiente inadequado para o efeito, afeta a qualidade do sono. Outro fator prejudicial para o sono é o stress. O consumo de bebidas energéticas e a toma de certos medicamentos, como corticosteroides, podem igualmente afetar a qualidade do sono. 
 
No entanto, ultimamente o alvo de interesse dos investigadores têm sido os dispositivos eletrónicos, como smartphones, tablets e computadores. Um estudo indicou que as crianças que passam mais de quatro horas com um dispositivo de comunicação social apresentam uma possibilidade 50% maior de sofrerem de problemas de sono. Os adolescentes cada vez dormem menos horas, pois muitos ficam a navegar nas redes sociais até muito tarde.
 
Para promoverem uma boa noite de sono, os pais, entre outras medidas, devem instituir uma rotina de sono para toda a família, fazer do sono uma prioridade da família, terem consciência e educarem os filhos no sentido de perceberam que o sono é essencial e que a luz emitida pelos dispositivos eletrónicos prejudica a qualidade do sono, encorajar a criança a ler um livro antes de deitar em vez de ver televisão ou jogar jogos de vídeo e assegurar um bom ambiente de sono, sem ruído e com temperatura ambiente adequada.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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