O fim dos ursinhos de peluche?

Brinquedos felpudos transmitem infecções

11 fevereiro 2002
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Cães, gatos e passarinhos são normalmente apontados como inimigos das crianças, por poderem causar diversos tipos de alergias em contacto com os mais pequenos. Mas quanto aos brinquedos, fieis companheiros dos pequeninos? Normalmente, pais e educadores não estão tão alerta para os perigos escondidos nos tecidos dos ursinhos de peluche ou nos cabelos das bonecas felpudas.
 

 

Para a equipa do investigador Paul Corwin da Escola de Medicina de Christchurch, Nova Zelândia, é hora de colocar de lado os ursinhos de peluche.
 

 

Depois de analisar os níveis de contaminação dos brinquedos em seis clínicas médicas locais, Corwin não tem dúvidas em afirmar que os ursinhos de peluche devem ser proibidos nas salas de espera dos consultórios médicos, porque podem transmitir doenças para crianças que já estão doentes.
 

 

As recomendações, que foram publicadas na revista British Journal of General Practice, demonstraram que 90 por cento dos brinquedos de peluche examinados possuíam níveis de contaminação bacteriana que variavam de médio a alto.
 

 

Limpeza não funciona
 

 

E desengane-se, caso pense ser fácil «desinfectar» os ursinhos recorrendo a uma limpeza a seco ou colocando-os na máquina de lavar. Isto porque, segundo as experiências dos investigadores, é difícil esterilizar os ursinhos de peluche. Além disso, eles ficam rapidamente contaminados novamente após a limpeza. No entanto, os brinquedos feitos de material mais duro (por exemplo, de plástico) têm menos possibilidades de serem contaminados e são mais fáceis de desinfectar.
 

 

"As crianças, muitas com doenças infecciosas como as que causam diarreia, têm maior propensão em mexer nos brinquedos e levá-los à boca. A próxima criança que vai brincar com os mesmos brinquedos pode ficar exposta a patógenos que a podem deixar doente", alertaram os cientistas.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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