O fim das brocas nos dentistas?

Técnica desenvolvida pelo King’s College of London

18 junho 2014
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Investigadores do King’s College of London, no Reino Unido, desenvolveram uma nova técnica de tratamento dentário que pode eliminar a utilização da broca.
 
“Todos nós, médicos dentistas e doentes, gostaríamos de não usar a broca e de ter outro tipo de processos mais suaves que pudessem reparar os dentes”, referiu à agência Lusa o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas.
 
“Parece ser um estudo que avança na direção correta e estou certo que daqui a algum tempo será possível ter, nos consultórios, métodos ainda mais suaves e mais fáceis, com conforto para os profissionais e para os doentes”, disse Monteiro da Silva.
 
O bastonário reconheceu que este avanço tecnológico pode contribuir para diminuir o receio com a visita ao dentista. No entanto, nas últimas duas décadas, a evolução científica tem permitido que a consulta dentária seja feita praticamente sem dor. 
 
Contudo, alguns procedimentos ainda “são um desafio grande para os doentes”, assumiu Orlando Monteiro da Silva, que vê nesta nova técnica uma forma de contribuir para tratamento ainda menos invasivos em medicina dentária. 
 
“Estou certo de que Portugal estará na linha da frente da aplicação deste tipo de técnica”, afirmou o responsável, lembrando que se prevê que este método só chegue aos consultórios dentro de três anos.
 
De acordo com a imprensa internacional, a técnica acelera o movimento natural de cálcio e minerais no dente danificado. Esta envolve a aplicação de um “cocktail” de minerais e a utilização de uma pequena corrente elétrica para os acionar em profundidade no dente.
 
Esta mineralização elétrica, um processo que não induz dor, pode reduzir a cárie dentária e evitar injeções ou a perfuração com as brocas habitualmente usadas para tratar dentes infetados, que são muitas vezes motivo de receio no momento de consultar o dentista.
 
Contudo, segundo Nigel Pitts, a técnica não poderá vir a ser aplicada em grandes cáries, consideradas em “fase terminal”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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