O fim da Era das injecções

Nova técnica pode acabar com a dor provocada pelas agulhas

20 abril 2004
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O medo das agulhas está prestes a acabar. Uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, promete tornar as injecções dolorosas uma coisa do passado. Ao invés de inserir uma agulha na pele, é possível lançar um jacto de gás na superfície da pele. Esta foi a grande descoberta dos investigadores de Harvard: o  gás contém partículas que removem a camada mais externa da pele e criam minúsculos orifícios que permitem a administração de um medicamento. As partículas são formadas por cristais minúsculos de óxido de alumínio inerte. Os cristais e os fragmentos de pele são retirados com o fluxo de gás e o processo todo leva menos de 20 segundos. A nova tecnologia pode tornar a vida mais normal a pessoas com diabetes, por exemplo, que precisam de injecções regulares. Os investigadores da Divisão de Ciências da Saúde e Tecnologia de Harvard-MIT testaram a técnica administrando anestesia local aos voluntários. Depois de criados micro-orifícios, foi aplicado no local um algodão encharcado de anestésico. Os voluntários comentaram ter havido uma perda de sensibilidade no local, o que mostrou a eficácia da absorção do anestésico. Os voluntários ainda adiantaram que o processo foi muito menos doloroso do que o uso da agulha e sentiram apenas um suave fluxo de ar contra a pele. James Weaver e a sua equipa em Harvard constataram que o anestésico foi absorvido mais rapidamente nos orifícios mais superficiais do que nos mais profundos. Isto ocorre, explicaram os cientistas à BBC, porque nos mais profundos há algum sangramento e isso impede a introdução do anestésico. Mas os orifícios mais profundos podem ser úteis para doentes com diabetes que têm de medir regularmente o nível de glicose no sangue. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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