O direito dos africanos aos anti-retrovirais
14 dezembro 2001
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A XII Conferência Internacional sobre SIDA e Doenças Sexualmente Transmissíveis, que terminou ontem em Ouagadougou, capital do Burkina-Faso, foi dominada pela questão do acesso dos doentes africanos aos tratamentos anti-sida, nomeadamente às chamadas triterapias.
 

 

Durante os cinco dias, multiplicaram-se os apelos no sentido de reforçar as ajudas a África, o continente mais afectado pela pandemia – cerca de 28 dos 33 milhões de infectados pelo vírus HIV em todo o mundo vivem no continente africano. O objectivo fundamental é possibilitar o acesso aos medicamentos anti-retrovirais que, nos últimos cinco anos, revolucionaram o tratamento e a vida dos pacientes nos países ricos, relegando a SIDA para a lista das doenças crónicas.
 

 

Actualmente, apenas 30.000 pessoas beneficiam de tratamento por anti-retrovirais na África sub-sariana, região onde já se registaram 2,3 milhões de mortes por sida durante este ano. Por comparação, a França contabiliza 65.000 pacientes tratados com ARV, num universo de 110.000 seropositivos.
 

 

Os preços dos anti-retrovirais já baixaram substancialmente - até 90 por cento - em 14 países africanos, na sequência de acordos entre os governos e os grandes laboratórios farmacêuticos, mas o preço dos medicamentos permanece tão proibitivo para a bolsa dos cidadãos como para as depauperadas finanças públicas das nações pobres.
 

 

MNI – Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Público

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