O consumo benéfico dos medronhos

Estudo da Universidade de Aveiro

04 dezembro 2014
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Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desvendam os benefícios para a saúde do consumo do medronho através da sua caracterização química detalhada.

 

O estudo realizado pelo Departamento de Química revelou que este fruto tem a capacidade de evitar a formação de radicais livres responsáveis por doenças como o cancro, de controlar os níveis de colesterol e de melhorar a saúde da pele e dos ossos.

 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, a caracterização química detalhada do medronho realizada na UA “destaca a presença de ácidos gordos insaturados, nomeadamente ómega 3 e 6, fitoesteróis e triterpenóides”, compostos com importante atividade biológica.

 

“Os ómegas 3 e 6 são ácidos gordos essenciais que têm de ser obtidos a partir da dieta, uma vez que o nosso organismo não os sintetiza”, explicou uma das autoras do estudo, Sílvia Rocha.
 

Estes compostos “têm demonstrado um papel importante no controlo dos níveis de colesterol, na saúde da pele e dos ossos, e existe uma relação inversa entre o consumo de ómega 3 e a perda de funções cognitivas”.
 

A investigadora referiu ainda que “os esteróis têm um importante papel na saúde, uma vez que contribuem para regular o nível de colesterol; e os triterpenóides, para além de ajudarem igualmente a controlar o colesterol, têm uma ação anti-inflamatória, antimicrobiana e antifúngica”.
 

O estudo apurou ainda que os medronhos da Serra da Beira apresentam uma atividade antioxidante superior à de frutos de outras proveniências, tanto de Portugal como de outros países europeus.

 

“A atividade antioxidante reflete a capacidade de evitar a formação de radicais livres, substâncias que, quando produzidas em excesso são responsáveis pelo stress oxidativo, conhecido por provocar danos no organismo humano, os quais estão associados ao envelhecimento e aumento da suscetibilidade a diversas doenças, nomeadamente as doenças civilizacionais emergentes”, disse Sílvia Rocha.
 

Estas são razões suficientes para que a equipa de investigadores da UA, em colaboração com a Cooperativa Portuguesa de Medronho, queira ver o medronho nacional, aproveitado quase exclusivamente para a produção de aguardentes e licores, também fora das garrafas e consumido fresco ou incluído noutros alimentos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

esclarecer...

Boa tarde,

Não acham que qd se escreve este tipo de artigos se poderia ser mais explícito?
Os testes forma feitos com base de Medronho?
Aguardente, fruto em si, fresco....?
Fonte, base do artigo?

obrigado
Jose

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