O cérebro e a alimentação: da anorexia à obesidade

Estudo da Harvard Medical School

09 abril 2012
  |  Partilhar:

O cérebro dos indivíduos com anorexia e obesidade respondem de forma diferente à alimentação, dá conta um estudo da Harvard Medical School.

 

Os distúrbios alimentares apresentam a maior taxa de mortalidade das doenças mentais. Mais de dois terços da população nos EUA têm excesso de peso ou obesidade, um fator de saúde que está associado com problemas cardiovasculares, diabetes e cancro.

 

Neste estudo, que foi apresentado na reunião anual do Cognitive Neuroscience Society, os investigadores realizaram ressonâncias magnéticas a indivíduos com anorexia nervosa, obesidade e obesidade extrema, assim como a um grupo de indivíduos que integraram um grupo de controlo.

 

Os investigadores constataram que quando as pessoas com anorexia sentem fome apresentam uma diminuição da resposta à visualização de imagens alimentares numa zona do cérebro associada com a recompensa e prazer. Por outro aldo, os indivíduos que ingeriam alimentos em excesso apresentaram um aumento da resposta nestas mesmas regiões cerebrais.

 

“Os nossos resultados indicam que há uma contínua associação entre o comportamento alimentar e os resultados da atividade do circuito de recompensa”, revelou em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Laura Holsen. Mesmo nos indivíduos que apresentam distúrbios alimentares, há áreas do cérebro que ajudam a avaliar a recompensa dos diferentes alimentos, facto que desempenha um papel importante nas escolhas alimentares.”

 

Kyle Simmons, do Laureate Institute for Brain Research, nos EUA, tem analisado os mecanismos neuronais que comandam as decisões alimentares diárias. Os seus estudos têm revelado que assim que as pessoas visualizam os alimentos, os cérebros começam a recolher informações sobre o sabor e também qual vai ser a reação que os alimentos irão provocar. Os resultados das ressonâncias magnéticas mostraram que existe uma aparente sobreposição numa região da ínsula que responde à visualização de alimentos e uma região da ínsula que processa o sabor, o córtex gustativo primário.

 

O investigador encontra-se atualmente a estudar as diferenças das preferências gustativas entre os indivíduos magros, saudáveis e obesos. “Não sabemos ainda se existem diferenças entre os indivíduos obesos e magros. O conhecimento das regiões do cérebro responsáveis pela recompensa e sabor dos alimentos são importantes para o desenvolvimento de intervenções eficazes para a obesidade e para determinados distúrbios alimentares, os quais estão associados a grandes custos pessoais e de saúde pública".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Classificações: 3Média: 3.7
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.