O Big Bag na Alzheimer: descoberta a génese da doença

Estudo publicado na revista “eLife”

13 julho 2018
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Uma equipa de investigadores descobriu o ponto preciso em que uma proteína saudável se torna tóxica, mas que ainda não formou emaranhados fatais no cérebro.
 
Com efeito, a equipa liderada por Mark Diamond, diretor do Centro para a Alzheimer e Doenças Neurodegenerativas da Universidade Southwestern, EUA, aprofundou o conhecimento sobre a criação de formas desorganizadas das moléculas de tau antes da proteína se começar a aderir a si mesma, formando agregados maiores.
 
“Consideramos que isto é o Big Bang da patologia tau. Isto é uma forma de vislumbrar o primeiro momento do processo da doença”, comentou Mark Diamond.
 
O investigador considera ainda este achado como sendo a maior descoberta que fizeram até à data, mas que ainda demorará que esta descoberta se materialize em benefícios clínicos.  
 
Para o estudo, os investigadores extraíram proteínas tau de cérebros humanos e isolaram-nas umas das outras, tendo descoberto que a forma prejudicial da proteína tau expõe uma parte da mesma que se encontra normalmente dobrada para dentro. A parte exposta faz com que a proteína adira a outras proteínas tau, conduzindo à formação dos emaranhados que matam os neurónios. 
 
Esta descoberta contradiz a teoria que assume que uma proteína tau isolada não possui uma forma distinta e é apenas nociva após ter começado a unir-se a outras proteínas tau para formar os emaranhados distintos observados no cérebro de pacientes com Alzheimer.
 
Mark Diamond espera que com este achado se tenha feito um avanço considerável, argumentando que ao identificar-se a génese da doença obteve-se um alvo vital para o diagnóstico da doença no seu estado mais precoce, antes de os sintomas (problema de memória e declínio cognitivo) se manifestarem.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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