O berço que combate a morte súbita infantil

Estudantes desenvolvem objecto que vai descansar os pais

03 julho 2005
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É um berço que, de modo automático, embala e controla a temperatura do bebé. Foi desenvolvido por estudantes da Universidade de Coventry, em Inglaterra, e pode ajudar os pais a controlarem melhor os seus pequenos, evitando, deste modo, as hipóteses de morte súbita.
 

 

Os inventores acreditam que este «berço inteligente», que também permite aos pais monitorizar os bebés de um outro local, mais cómodo da casa, poderá ajudar a reduzir o número de casos da Síndrome da Morte Súbita Infantil - condição em que o bebé, ainda nos primeiros meses de vida, morre de maneira inexplicável, em geral quando está a dormir – afecta centenas de crianças em todo o mundo.
 

 

Os quatro estudantes da Escola de Arte e Design desenvolveram a ideia para o projecto de fim de ano. A orientação era redesenhar um objecto doméstico e os alunos, em consenso, decidiram reformular o tradicional berço, que, segundo a sua opinião, já estava ultrapassado. A pesquisa para o projecto incluiu entrevistas com enfermeiras de maternidades, parteiras e pais, que destacaram o receio da morte súbita dos seus bebés.
 

 

Como o sobre-aquecimento é visto como uma das principais causas para a síndrome, os estudantes decidiram que o controlo da temperatura deveria ser fundamental no berço.
 

 

Outros acessórios incluem brinquedos educativos sensoriais, um aquecedor de biberões e um colchão que muda de altura para facilitar a troca de fraldas do bebé, ou para as mães que foram submetidas a cesariana e têm dificuldades em se baixar.
 

 

O estudante Paul Byass, um dos responsáveis pelo berço, explicou que «a tarefa era redesenhar um objecto doméstico e todos no grupo concordámos que o berço é um dos que não evolui há muito tempo e precisava de ser modernizado», acrescentando que, no momento, «muitas casas modernas estão equipadas com um sistema de rede que controla a luz, a temperatura e a segurança. Por isso, pensamos que seria uma boa ideia desenhar um berço que pudesse ser integrado a este sistema.»
 

 

Segundo o seu colega de trabalho, Adam Treen, «a receptividade tem sido óptima e muitos pais perguntam quando é que o berço estará disponível no mercado». Por enquanto, ainda não se sabe.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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