Nutricionistas em farmácias na promoção da saúde

Direção Geral de Saúde defende que atuação deve ser independente e credível

27 abril 2017
  |  Partilhar:
A Direção-Geral da Saúde (DGS) defendeu que a atuação dos nutricionistas nas farmácias deve ser feita de forma “independente e credível”, sem cedência a “pressões externas” relativamente às prescrições e aconselhamento.
 
“A DGS vê com bons olhos a utilização da farmácia para promover estilos de vida saudável. Neste momento, ainda estamos em fase de discussão sobre a possibilidade de nutricionistas usarem as farmácias para ajudar a fazer educação alimentar. Consideramos que os profissionais devem situar-se nesta questão de forma independente e credível”, explicou Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, num comunicado ao qual a agência Lusa tive acesso. 
 
Para Pedro Graça, existem duas questões a ter em conta nesta matéria: por um lado, “a oportunidade das farmácias serem veículos de promoção da saúde e mudança de estilos de vida” e, por outro lado, “a segurança que tem de haver por parte do profissional”.
 
Segundo o responsável, o nutricionista “tem de ser o mais independente possível e tem de ter condições para exercer essa independência”.
 
Para a DGS, deve aproveitar-se a “dispersão geográfica” das farmácias, bem como o relacionamento que conseguem ter com as pessoas, para as usar “como espaços de educação e de prestação de informação de qualidade aos cidadãos”.
 
“Sabemos, hoje, que a educação e a informação têm um papel muito importante na tomada de decisão dos cidadãos. Devemos incentivar a utilização das farmácias como espaços de informação de qualidade”, acrescentou Pedro Graça.
 
Nuno Castro Marques, do Conselho de Administração da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), destacou que aquele organismo “não tem nada a favor nem contra a prestação de cuidados de saúde nas farmácias”, recomendando apenas que sejam estipuladas “condições mínimas” para que os mesmos possam ser prestados em segurança.
 
De acordo com o responsável, a ERS tem “25 mil estabelecimentos registados como prestadores de cuidados de saúde”, dois mil dos quais com atividades “na área da nutrição”. Destes, “775 admitem que estão a prestar esses cuidados em espaços coincidentes com as farmácias”, indicou.
 
De acordo com Luís Costa, da Ordem dos Farmacêuticos, “o aconselhamento não farmacológico para prevenir situações futuras de saúde vai reduzir a despesa a curto e médio prazo”.
 
O responsável vincou que o papel dos nutricionistas nas farmácias “é crucial”, uma vez que estes profissionais podem fazer “com maior dedicação” o acompanhamento a um doente inserido num programa nutricional.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.