Nutricionistas apoiam entidades de solidariedade social

Declarações da Associação Portuguesa dos Nutricionistas

17 maio 2013
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Os nutricionistas apoiam algumas das entidades de solidariedade social, como o Banco Alimentar contra a Fome, a fornecer uma alimentação mais equilibrada, uma questão importante porque há cada vez mais pessoas carenciadas.
 

"Há uma linha vermelha abaixo da qual as pessoas vão ter carências e está a ser atravessada todos os dias por mais gente porque sabemos que o banco alimentar, as misericórdias, acodem cada vez a mais gente", disse à agência Lusa Nuno Borges, da direção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas.
 

"É uma situação muito preocupante, como se mantém o nível mínimo de decência social para essas pessoas", realçou.
 

Essas instituições "devem procurar e procuram ajuda porque não sabem se devem comprar ovos ou feijão, arroz ou massa e querem tirar o melhor partido do rendimento disponível", explicou o nutricionista e professor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.
 

Nuno Borges referiu que o Banco Alimentar contra a Fome, que tem procurado fazer ações de formação para os seus profissionais sobre os alimentos, mas também sobre a segurança alimentar e salubridade.
 

As pessoas vão buscar o que as associações lhes dão e "é muito importante que a escolha esteja feita 'à priori', mas com critério, sobretudo com recursos reduzidos", pois o objetivo é, "com custo mais baixo possível, garantir qualidade mais aceitável possível", frisou.
 

Nuno Borges disse que não há ainda dados disponíveis acerca das consequências das dificuldades económicas nas opções de alimentação dos portugueses, porque "a crise foi muito rápida" e é difícil analisar as alterações de comportamento.
 

No entanto, "há uma coisa de que não temos dúvida: as pessoas têm menos dinheiro e estão a recorrer mais aos serviços de apoio social, às misericórdias, ONG [Organizações Não Governamentais], bancos alimentares", realçou.
 

O especialista defendeu que "é possível comer bem por pouco dinheiro", o que implica ter informação e aprender a fazer algumas coisas diferentes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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