Nutricionista defende fim da publicidade a alimentos na TV

Obesidade infantil alimentada pelos meios de comunicação

23 maio 2005
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A nutricionista Isabel do Carmo defendeu a proibição de toda a publicidade televisiva a alimentos durante a programação infantil por considerar que praticamente todos os produtos anunciados são hiper calóricos e pouco saudáveis.
 

 

Isabel do Carmo falava durante o Seminário «Obesidade infantil - uma nova epidemia» organizado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) e a decorrer na Fundação Luso Americana (FLAD), em Lisboa.
 

 

Para a especialista em alimentação, a publicidade aos alimentos na televisão devia ser proibida, «como já aconteceu em outros países», porque «os produtos anunciados são praticamente todos hiper-calóricos».
 

 

A DECO investigou pela primeira vez a publicidade e a alimentação das crianças em 2000 e, quatro anos depois, voltou a analisar esta matéria, tendo apurado nas duas investigações um «massacre diário de gordura, sal e açúcar».
 

 

Em 2000, a DECO analisou os anúncios transmitidos durante a programação infantil das três estações com maior audiência (RTP, SIC e TVI), complementando a investigação com um questionário a 400 crianças dos seis aos dez anos.
 

 

Quatro anos depois, a DECO voltou a este assunto e concluiu que, durante a programação infantil, a categoria de produtos mais publicitada é a dos bolos e chocolates, alimentos ricos em açúcar e gordura.
 

 

Na estratégia de promoção dos produtos, a associação identificou «brindes, desenhos animados, mensagens que podem induzir em comportamentos errados e o uso da imagem da mãe».
 

 

Segundo o estudo, publicado na edição de Fevereiro deste ano da revista Proteste, a DECO apurou que «um terço dos anúncios recorre a desenhos animados para promover produtos que devem ser consumidos com moderação».
 

 

Fonte: Lusa
 

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