Número de toxicodependentes com SIDA diminuiu em 2001

Conclusões do estudo do Instituto Português da Droga e da Toxicodependência

14 outubro 2002
  |  Partilhar:

A percentagem dos toxicodependentes entre os infectados com SIDA em Portugal está a diminuir, tendo passado de 63% em 1998 para 55% em 2001, apresentando contudo valores considerados "preocupantes".
 

 

Esta é uma constatação expressa no Relatório Anual sobre a Situação do País em Matéria de Droga e Toxicodependência - 2001, do Instituto Português da Droga e da Toxicodependência (IPDT), que hoje é apresentado publicamente em Lisboa.
 

 

No que se refere a mortes relacionadas com o consumo de drogas, o relatório do IPDT, com cerca de 200 páginas, denota um decréscimo de 369 casos em 1999 para 280 em 2001.
 

Pela primeira vez, o ecstasy (com o nome científico de MDMA) aparece relacionado com as mortes, quando aparece associado a outras drogas e álcool (policonsumos).
 

 

Estas mortes estão relacionadas em 73% dos casos com overdoses, atingindo na esmagadora maioria dos casos pessoas com idades entre os 20 e os 39 anos, e Lisboa foi o distrito com mais óbitos registados (47%), seguida do Porto (39%) e Coimbra (14%).
 

 

Os opiáceos, designadamente a heroína foram a droga mais detectada nas análises (81%), seguida da cocaína (34%), surgindo depois os canabinóides (cannabis), com 11%, as anfetaminas (9%), medicamentos 8% e a metadona (5%). O álcool esteve associado a 41 por cento do total das mortes.
 

 

O relatório do IPDT dá também conta de que Portugal é dos países da UE com maior número de toxicodependentes problemáticos (entre 40 a 60 mil), partilhando o topo da tabela com a Itália, o Luxemburgo e o Reino Unido.
 

 

Fonte: Lusa
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.