Número de órgãos colhidos para transplante em 2016 foi o maior de sempre

Dados da Coordenação Nacional da Transplantação

08 fevereiro 2017
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O número de órgãos colhidos para transplante em 2016 foi o maior de sempre, tendo-se registado pela primeira vez transplantes com órgãos de dadores em paragem circulatória (“coração parado”), segundo a Coordenação Nacional da Transplantação.
 
Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, os dados da doação e transplantação de órgãos em 2016 apontam para um aumento de órgãos colhidos de dador falecido, que subiram de 896 em 2015 para 936 no ano passado. Destes, foram transplantados 784 órgãos, o que reflete uma taxa de utilização de 84% (79% no ano anterior).
 
O número de órgãos (provenientes de dador falecido, vivo e sequencial) transplantados também aumentou de 824 para 864. Destes 864 órgãos transplantados, o maior número ocorreu na transplantação renal (499), seguindo-se a hepática (272), a cardíaca (42), a pulmonar (26) e a pancreática (25).
 
Segundo a Coordenação Nacional da Transplantação, estes dados representam o “maior número de transplantes hepáticos e pulmonares de sempre” e refletem um “aumento da transplantação renal para valores superiores aos dos últimos quatro anos (2012-2016)”.
 
Relativamente aos dadores, o maior número continua a ser de dadores em morte cerebral, ou seja, dadores falecidos a quem foi declarada a morte com base em critérios neurológicos, verificando-se a cessação irreversível das funções do tronco cerebral.
 
Os dadores vivos (pessoas que doam em vida um órgão, neste caso um rim ou porção de fígado) foram 65 no ano passado.
 
Nesse período registaram-se transplantes oriundos de 16 dadores sequenciais, os quais são recetores de um transplante de órgão (fígado), cujo órgão nativo pode ser considerado para transplantação noutro doente.
 
Pela primeira vez registaram-se transplantes de dadores em paragem circulatória, conhecidos como dadores de coração parado, num total de dez.
 
Estes dadores são pessoas falecidas a quem foi declarada a morte com base em critérios circulatórios, verificando-se a cessação irreversível das funções cardiocirculatórias. Os primeiros transplantes em paragem cardiocirculatória ocorreram em janeiro de 2016, no Hospital de São João (Porto). 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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