Número de médicos dentistas está a aumentar

Ordem alerta para falta de emprego e qualidade

26 agosto 2015
  |  Partilhar:

O número de médicos dentistas aumentou, só no ano passado, 5%, alertou a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) referindo que este crescimento anual, “muito superior às necessidades”, acarreta subemprego, emigração e perda de qualidade dos serviços prestados.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o número de médicos dentistas em atividade na OMD aumentou no ano passado para 8.543, mais 396 do que em 2013, uma subida anual de 4,9% que mantém a tendência de crescimento dos últimos anos. As estimativas apontam para que o número de membros ativos continue a crescer e ultrapasse os dez mil já em 2018.
 

O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, vê com “preocupação” este aumento, “muito superior às necessidades do país, que coloca Portugal entre os países da Europa com menor rácio de habitantes por médico dentista”.
 

Este ano, Portugal vai atingir um rácio de um médico dentista para 1.155 habitantes, quando a recomendação da Organização Mundial de Saúde é de um por 2 mil habitantes, sendo que as estimativas apontam para que, daqui a três anos, haja um profissional por 937 habitantes.
 

Este número é também consequência do número de faculdades existentes no país, que o bastonário considera ser um “exagero, quase tantas como em Inglaterra”, país com mais de 50 milhões de habitantes. Atualmente existem mais de três mil alunos inscritos nas sete faculdades que lecionam cursos de medicina dentária.
 

Este excesso de médicos dentistas cria “situações graves de subemprego, de emigração e de falta de qualidade, como é visível em serviços com ‘low cost’, promoções, mecanismos de mercado adaptados a promoções de supermercado, mas que, na área da saúde, são inadmissíveis”, referiu o bastonário.
 

Este rácio é “ainda mais dramático”, porque “o que é recomendado para a Europa Ocidental leva em linha de conta que há formas de atendimento público que possibilitam que a generalidade da população tenha acesso à saúde oral, o que não acontece aqui”, disse à agência Lusa Orlando Monteiro.
 

Na verdade grande parte da população não tem acesso a cuidados de saúde oral no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), contrariamente à maioria dos países europeus, onde há convenções entre o Estado e os consultórios privados ou assistência no âmbito dos serviços públicos de saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.