Número de jovens que sentem fome aumentou

Estudo “Health Behaviour in School-aged Children”

26 junho 2015
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Em 2014, o número de jovens que diz sentir fome por não ter comida em casa aumentou, segundo um estudo “Health Behaviour in School-aged Children” (HBSC) realizado em Portugal para a Organização Mundial de Saúde
 

O estudo, que inquiriu 6.026 alunos dos 6.º, 8.º e 10.º anos de escolas de todo o país, apurou que entre os comportamentos que apresentam alterações ao longo dos últimos anos, destaca-se o “sentir fome por falta de comida em casa”, um fenómeno que aumentou em 2014, depois de se ter mantido estável desde 2006.
 

O estudo, liderado pela investigadora Margarida Gaspar de Matos, constatou que 99% dos inquiridos disse ter uma boa nutrição, no entanto 80% ingerem comida não saudável, 75% afirmam comer por vezes demasiado, 66% reconhecem ser esquisitos em relação à comida e 63% reportam comer “o que calha”.
 

O mesmo estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, conclui ainda que 51% só comem “quando calha”, 35% comem “como um passarinho” e outros 35% afirmam ter dificuldade em parar de comer.
 

Os rapazes são quem mais frequentemente toma o pequeno-almoço e as raparigas quem mais frequentemente faz dieta. Verificou-se ainda que os mais novos tomam mais frequentemente o pequeno-almoço do que os mais velhos, e estes fazem menos dieta.
 

O estudo revela ainda que são os rapazes e os mais jovens do grupo de inquiridos os que estão mais frequentemente acima do peso, mas são também quem mais frequentemente afirma ter um “corpo perfeito”.
 

Um outro estudo incluído num projeto europeu, intitulado “Tempest” e também coordenado em Portugal por Margarida Gaspar de Matos, inquiriu 1.200 jovens de todo o país entre os 9 e os 17 anos de idade.

 

Os dados deste estudo, relativos a 2014, indicam que as raparigas têm mais auto-regulação, mais preocupação com a nutrição e mais influenciadas pela cultura familiar no que respeita à nutrição.

 

Os jovens mais velhos do grupo de inquiridos são mais influenciados pelo ambiente, no que à alimentação diz respeito, são menos monitorizados pela família, revelam menos auto-regulação e menos preocupação com a nutrição.

 

O estudo Tempest avaliou também quais as preocupações dos adolescentes e como é que eles as enfrentam, tendo concluído que as preocupações são, desde 2012, os assuntos escolares (classificações, fracassos, professores e escolhas futuras), amigos/namorados (afetos, dúvidas e perdas) e assuntos familiares (conflitos e saúde).

 

No entanto, o estudo destaca que em 2014 surgiu uma nova inquietação entre os jovens, que não era apresentada nos anos anteriores: “preocupações económicas”.

 

Para fazer face a estes problemas, os jovens dizem que se livram deles evitando-os, distraindo-se ou através do apoio dos amigos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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