Número de ensaios clínicos diminui nos últimos seis anos

Estudo da Associação Portuguesa da Industria Farmacêutica

20 junho 2013
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O número de ensaios clínicos em Portugal diminui 26% nos últimos seis anos, apesar de esta ser considerada uma das atividades com maior retorno de investimento, revelou um estudo da Associação Portuguesa da Industria Farmacêutica (Apifarma).
 

De acordo com a Apifarma, o número de ensaios clínicos submetidos em Portugal entre 2006 e 2012 caiu 26%, de 160 para 118, tendo o mínimo histórico sido alcançado em 2011, com apenas 88 estudos.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que, adicionalmente, a taxa de ensaios clínicos por milhão de habitantes em Portugal encontra-se entre as mais baixas da Europa Ocidental, apesar de ser uma das atividades mais geradoras de riqueza.
 

Segundo a indústria, só em 2012, o investimento realizado pelas empresas farmacêuticas multinacionais de I&D (investigação e desenvolvimento) em ensaios clínicos atingiu o valor de 36 milhões de euros, contribuindo adicionalmente para uma poupança da despesa pública em medicamentos e meios complementares de diagnóstico no valor 3,5 milhões de euros.
 

Nesse mesmo ano, a análise dos dados de empregabilidade revelou a existência de mais de mil postos de trabalho dedicados aos ensaios clínicos.
 

A indústria farmacêutica justifica esta queda dos ensaios clínicos no país com uma série de “barreiras”, como a ausência de uma visão estratégica, refletida num quadro legislativo e regulamentar pouco eficiente e na desadequação das infraestruturas disponíveis face à exigência da atividade.
 

Estes fatores têm levado “Portugal a perder competitividade neste setor, nomeadamente quando comparado com alguns países emergentes”, salienta.
 

De forma a fazer face a estes constrangimentos, a Apifarma insta o Ministério da Saúde a pôr o tema na agenda e a criar um plano estratégico para o setor, que crie condições atrativas para a captação de ensaios clínicos.
 

Além disso sugere que seja revista a atual legislação, por forma a reduzir o tempo entre a submissão do pedido do ensaio e o início do recrutamento.
 

A indústria propõe ainda que se capacitem os centros de ensaio para a realização desta atividade e que sejam criados modelos de incentivo para envolver investigadores e outros profissionais nos ensaios clínicos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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