Número de crianças em risco aumentou

Relatório da Direção-Geral da Saúde

18 outubro 2013
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Os servições de saúde referenciaram, em 2012, perto de 7.000 crianças e jovens em risco, o que representa um aumento de 25% em relação ao ano anterior e de quase 100% face a 2010, revela um relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS).
 

Segundo o documento elaborado pela Comissão de Acompanhamento da “Ação de Saúde para Crianças e Jovens em Risco” (ASCJR), o principal tipo de mau trato que motivou a sinalização foi a “negligência” (67%), que vai ao encontro com o que já se tinha verificando em anos anteriores.
 

O relatório, ao qual a agência Lusa teve acesso, refere que, desde de 2008 até ao final de 2012, o número de sinalizações registadas evidenciou tendência de crescimento, num total de 24.169 casos, representando um valor médio anual de 4.847 casos.
 

Esta tendência de crescimento poderá evidenciar, por um lado, um efetivo aumento de maus tratos a crianças e jovens, a que “não será alheio o contexto de crise global”.
Por outro lado, o documento realça a maior capacidade de deteção deste tipo de situações por parte dos serviços de saúde e o desenvolvimento de “formas mais concertadas de cooperação e intervenção”.
 

Em 2012 verificou-se uma “larga predominância” de situações de negligência, mas pela primeira vez surgiu um valor de 9% para a categoria “outros” (3% em 2011), assim classificada por ter sido “sentida dificuldade em integrá-la numa das outras categorias definidas”: Maus tratos psicológicos (12%), maus tratos físicos (7%) e abuso sexual (5%).
 

Relativamente ao tratamento dos casos, em 2012 foram sinalizados a outras instituições 47% do total de casos sinalizados através da rede de núcleos da ASCJR, o que “parece apontar para um aumento na capacidade própria de gestão dos casos por parte dos serviços de saúde onde se processa a sinalização”, refere o documento.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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