Novos fármacos para a hepatite C revelam-se um sucesso

Estudo publicado na revista “JAMA”

08 maio 2015
  |  Partilhar:
O ensaio clínico de novos fármacos desenvolvidos para a hepatite C crónica surtiu a erradicação do vírus em quase todos os pacientes que receberam o tratamento com os mesmos.
 
Os fármacos de ação direta - daclatasvir, asunaprevir e beclabuvir – foram desenvolvidos pela Universidade de Michigan, EUA, e foram submetidos a dois ensaios clínicos em combinação. Os fármacos foram concebidos para o vírus genótipo 1, que é a forma mais prevalente da hepatite C em Portugal, responsável por cerca de metade dos casos de hepatite C, e revelaram-se igualmente eficazes em pacientes com infeção crónica, mas não com cirrose hepática. 
 
Um dos ensaios foi conduzido em pacientes com doença hepática, e demonstrou taxas de erradicação viral de cerca de 90% e mais contra uma medida de viremia denominada resposta virológica sustentada (RVS). 
 
Isto significa um nível não detetável de material genético do vírus em amostras de plasma sanguíneo, definido como níveis de RNA do vírus de hepatite C abaixo do nível de deteção de 25 unidades internacionais por milímetro (IU/mL), por um período de 12 semanas.
 
Para o estudo 202 pacientes com cirrose compensada, ou seja, com cicatrizes severas no fígado mas com função hepática estável, foram tratados duas vezes por dia com uma combinação antiviral, oral, de daclatasvir (30 mg), asunaprevir (200 mg) e beclabuvir (75 mg).
 
Foi observada uma eliminação viral, medida através das RVS às 12 semanas, em até 98% dos pacientes. A taxa mais alta foi obtida nos pacientes tratados com a combinação dos três fármacos mais ribavirina. Nos restantes casos o índice foi de 93%.
 
Nos pacientes que tinham, anteriormente ao ensaio, sido submetidos a tratamentos já instituídos, tendo três quartos daqueles falhado com regimes à base de interferon, as taxas de eliminação viral foram mais baixas, com 87% para a combinação dos três fármacos e 93% para a combinação dos três fármacos e ribavirina.
 
Os autores deste estudo salientam a importância destes tratamentos: “eficazes e bem tolerados, os regimes livres de interferon são necessários para o tratamento de pacientes com a infeção viral da hepatite C crónica e com cirrose”.
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, os sintomas mencionados pelos pacientes que são diagnosticados com hepatite C incluem anorexia, náuseas, vómitos, febre, cansaço e desconforto abdominal.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.