Novos estudos sobre a malária

Cientistas sul-africanos dão novo passo contra a doença

23 junho 2002
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Cientistas sul-africanos conseguiram um avanço na pesquisa sobre a malária, que poderá permitir o desenvolvimento de fármacos contra a doença, segundo o Sunday Times de Joanesburgo, de ontem.
 

 

Os investigadores descobriram como o protozoário que causa a doença utiliza o ferro dos glóbulos vermelhos para se alimentar e se multiplicar, abrindo um novo caminho de ataque ao seu complexo ciclo reprodutivo, adianta o semanário.
 

 

"O parasita do paludismo alimenta-se da hemoglobina nos glóbulos vermelhos do sangue e destrói a capacidade destes para transportarem oxigénio por todo o corpo", explicou Giovanni Hearne, da Universidade Witwatersrand, em Joanesburgo. "Agora poderão sintetizar-se novos medicamentos para bloquear o processo", disse Hearne.
 

 

A malária é transmitida pelas picadas da fêmea do mosquito anófele e causa anualmente a morte de cerca de 3 milhões de pessoas. Em África, o paludismo é responsável por 25 por cento das mortes de crianças, à frente das doenças respiratórias, diarreias, sida ou sarampo como causa de mortalidade infantil no continente, segundo a Organização Mundial da Saúde. A doença custa àquela região mais de 12,4 mil milhões de euros por ano.
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

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