Novos estudos sobre a gripe das aves em humanos

Investigações alertam para vulnerabilidade humana perante a doença

03 maio 2006
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A variabilidade e resistência do vírus da gripe das aves podem ser grandes obstáculos na luta contra uma eventual pandemia causada pela sua mutação e propagação entre humanos, indicam estudos publicados esta semana pela revista Science.
 

 

Segundo Derek Smith, do Departamento de Zoologia da University of Cambridge (Reino Unido), é provável que, dada a sua variabilidade, o vírus causador de uma pandemia seja diferente dos detectados até agora em aves silvestres e de capoeira, e, ocasionalmente, em seres humanos. Este investigador sublinha que o vírus tem uma capacidade aparentemente infinita de mudar, atravessar barreiras de espécies e adaptar-se a novos hospedeiros.
 

 

Ao adaptar-se aos seres humanos, prevê Smith, o vírus deverá, por definição, propagar-se entre as pessoas e mostrar diferenças em relação a outras estirpes, sendo possivelmente menos patológico. O outro problema da gripe das aves é a resistência que o vírus poderá assumir em relação aos agentes antivirais utilizados como primeira linha de defesa contra a pandemia (os inibidores das neuraminidases Tamiflu e Relenza), advertem Roland Regoes e Sebastian Bonhoffer, do Integral Biology Institute de Zurique (Suíça).
 

 

Tendo em conta os consideráveis desafios ao desenvolvimento rápido de uma vacina eficaz contra a gripe das aves, os agentes antivirais desempenharão uma importante função como primeira linha de defesa no caso de uma pandemia, segundo afirmam Regoes e Bonhoffer no estudo. Advertem no entanto que o uso de fármacos em grande escala tornará necessária uma cuidadosa selecção perante a evolução de estirpes resistentes. Noutro estudo publicado pela Science, cientistas do Department of Virology, Erasmus Medical, em Roterdão (Holanda) e do Centro de Dinâmica de Doenças Infecciosas da University of Pennsylvania (Estados Unidos), afirmam que na luta contra a gripe das aves será necessário compreender como e porquê alguns agentes patogénicos adquirem a capacidade de cruzar a barreira das espécies.
 

 

Fontes: Lusa e Agências Internacionais
 

MNI- Médicos na Internet
 

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