Novos dados podem travar a progressão da anemia de Fanconi

Estudo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar

21 setembro 2011
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Uma equipa de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) do Porto anunciou, em comunicado de imprensa, ter desenvolvido um estudo que abre caminho para travar a progressão da anemia de Fanconi.

 

A anemia de Fanconi é uma doença genética rara, de evolução progressiva e que origina uma maior predisposição para o aparecimento de cancro, principalmente a leucemia.

 

Manifesta-se maioritariamente em idade pediátrica. No entanto, muitas vezes, não é identificada logo à nascença, sobretudo se a criança não nasce com anomalias visíveis, principalmente do rosto, da pele e dos polegares.

 

Os investigadores do ICBAS demonstraram que o efeito de determinados antioxidantes pode reverter a frequência da instabilidade cromossómica associada às células dos doentes com anemia de Fanconi. É mais um passo na pesquisa de mecanismos que consigam atrasar a progressão e evolução para o cancro, numa doença que afecta maioritariamente crianças e cuja única forma de cura é, até ao momento, o transplante de medula óssea.

 

A equipa liderada por Beatriz Porto, coordenadora do Laboratório de Citogenética do ICBAS, conseguiu agora demonstrar que “o efeito de determinados antioxidantes pode reverter, “in vitro”, a frequência da instabilidade cromossómica nas células dos doentes com Anemia de Fanconi para níveis que, em alguns casos, estão muito próximos do normal”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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