Novos compostos poderão tratar dependência de álcool e tabaco

Estudo publicado “Neuropsychopharmacology”

08 novembro 2010
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Dois novos compostos, que têm como alvo o receptor de acetilcolina nicotínico, poderão ser eficazes no tratamento simultâneo do alcoolismo e da dependência de nicotina, revela um estudo publicado no “Neuropsychopharmacology”.

 

Os receptores de acetilcolina nicotínico são proteínas expressas no cérebro e no sistema nervoso central que medeiam os efeitos das substâncias como a nicotina. Estudos humanos genéticos recentes têm demonstrado que os genes que codificam os subtipos alfa 3 beta 4 são relevantes para a susceptibilidade à dependência do álcool e da nicotina. Contudo, segundo a co-autora sénior do estudo, E. Selena Bartlett, não tem sido fácil traduzir estas descobertas em tratamentos mais eficazes.

 

Neste estudo, os investigadores da University of California, em San Francisco, EUA e da Pfizer Inc. verificaram que a administração dos dois compostos a ratinhos conduzia a uma diminuição significativa do consumo de álcool.

 

Um dos compostos testados, o CP-601932, mostrou, num estudo clínico, ser seguro para ser administrado a humanos. A investigadora E. Selena Bartlett recomenda agora que seja iniciado um estudo clínico para que seja avaliada a eficácia do composto e os seus potenciais benefícios no tratamento da dependência do álcool e da nicotina.

 

Em comunicado enviado à imprensa, E. Selena Bartlett dá conta que “as dependências de álcool e de nicotina são muitas vezes tratadas separadamente apesar de cerca de entre 60 a 80 % dos alcoólicos serem fumadores. De acordo com a investigação, os dados sugerem que será possível tratar a dependência do álcool e da nicotina com a mesma medicação se esta tiver como alvo determinados subtipos do receptor de acetilcolina nicotínico.

 

Apesar de os compostos terem apresentado um efeito significativo sobre o consumo de álcool nos roedores, o consumo de sacarose não foi afectado. "Isso indica que, ao contrário dos medicamentos actualmente aprovados para abuso de álcool, os compostos não interferem com o natural sistema de recompensa do cérebro, em uma grande escala".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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