Novos compostos para tratamento do cancro menos tóxicos

Estudo publicado na revista “Molecular Cancer Therapeutics”

04 junho 2013
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Uma equipa de investigadores da University of Texas em Arlington, EUA, descobriu dois compostos à base de ruténio que poderão promover tratamentos que controlem o crescimento das células cancerígenas de forma mais eficaz e com menos toxicidade do que a quimioterapia usada atualmente.
 

O estudo publicado na “Molecular Cancer Therapeutics” descreve que os compostos polipiridil de ruténio, que foram recentemente desenvolvidos pela equipa, demonstraram resultados comparáveis aos da cisplatina contra células cancerígenas de pulmão de células não pequenas em testes laboratoriais pré-clínicos.
 

A cisplatina é um dos fármacos mais comuns utilizados no combate do cancro, revelando-se muito eficaz no tratamento de vários tipos da doença. No entanto, não funciona com todos os tipos de doenças oncológicas e pode produzir efeitos secundários graves para o doente.
 

A equipa que se está a dedicar a este estudo tem como objetivo encontrar tratamentos baseados em metal que sejam um complemento dos tratamentos existentes baseados em platina, como a cisplatina.
 

Os testes conduzidos pelos investigadores demonstraram que ao contrário da cisplatina, os compostos polipiridil de ruténio eram erradicados do organismo sem alterações e sem efeitos visíveis no metabolismo e na função renal. Foi observado que as células saudáveis conseguiam suportar quase 10 vezes mais a exposição aos compostos de ruténio que as células cancerígenas. O estudo apurou igualmente que os compostos polipiridil de ruténio atuavam sobre as células que se encontravam em hipóxia, ou seja, com baixos níveis de oxigénio.

 

Fred MacDonnell, professor de química e bioquímica na University of Texas em Arlington, e um dos investigadores neste estudo, explicou que “os fármacos para o cancro disponíveis atualmente no mercado são menos eficicazes em condições hipóxicas ou insensíveis a concentrações de oxigénio”, acrescentando que “devido ao facto de muitos tumores estarem sob stress hipóxico e muitas células normais não estarem, o facto de se obter algo que se torna mais eficaz sob poderia ser realmente benéfico para o paciente”.
 

O investigador Fred MacDonnell afirmou ainda que o aumento da eficácia dos compostos de ruténio contra as células malignas poderá dever-se ao facto de esses compostos poderem atingir mais facilmente as células cancerígenas, as quais tendem a ser metabolicamente mais ativas que as células saudáveis. Essa hipótese deverá no entanto ser submetida a estudos mais aprofundados pela equipa.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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