Novo tratamento para VIH em pacientes resistentes é muito promissor

Estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”

20 agosto 2018
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Um novo estudo demonstrou que um novo fármaco para tratar o VIH reduziu a replicação do vírus e ainda fez aumentar as células imunitárias em pacientes resistentes a outros tratamentos e com a infeção em estado avançado.
 
O estudo que foi conduzido por Brinda Emu, da Universidade de Yale, EUA, e colegas, demonstrou resultados muito satisfatórios com a combinação do fármaco ibalizumab, que foi recentemente aprovado nos EUA, com outros fármacos existentes, como estratégia para tratar pacientes que tenham esgotado todas as possibilidades de tratamento. 
 
O ibalizumab foi aprovado nos EUA em março do corrente ano. O fármaco atua sobre o recetor primário de acesso do VIH às células imunitárias conhecidas como linfócitos T CD4. Este novo mecanismo de ação bloqueia o acesso do VIH às células hospedeiras. 
 
Para o ensaio clínico, que foi conduzido em várias instituições, foram recrutados 40 pacientes com VIH resistente a múltiplos fármacos. Os pacientes receberam uma dose de ibalizumab por via intravenosa, assim como o tratamento que recebiam anteriormente durante uma semana. Durante os seis meses seguintes, receberam ibalizumab em combinação com tratamentos otimizados.
 
Como resultado, logo após uma semana com o ibalizumab, foi observada uma diminuição na carga viral na maioria dos pacientes (83%). 25 semanas mais tarde, quase metade dos pacientes revelava uma carga viral indetetável.
 
Adicionalmente, os investigadores testemunharam um aumento nos linfócitos T CD4, que constituem marcadores da robustez imunitária. Apenas um paciente sofreu um efeito adverso que se atribuiu ser relacionado com o ibalizumab e teve que deixar o estudo.
 
Segundo Brinda Emu, os resultados obtidos foram notáveis: “estes pacientes apresentavam VIH extremamente avançado e um vírus resistente com opções limitadas. Observar uma supressão viral numa percentagem significativa destes pacientes em seis meses é animador. Os resultados representam um novo mecanismo de ação muito necessário para os pacientes que têm VIH altamente resistente”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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