Novo tratamento dissolve coágulos sanguíneos cerebrais

Estudo da Johns Hopkins University

01 junho 2011
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Um novo tratamento para um subgrupo de pacientes com AVC (acidente vascular cerebral), que combina cirurgia minimamente invasiva, técnicas de imagem semelhantes a um “GPS para o cérebro” e o anticoagulante t-PA (actividor do plasminogénio tecidular), parece seguro e eficaz.

 

O novo método foi comprovado num ensaio clínico conduzido por investigadores da Johns Hopkins University, EUA, e apresentado pela primeira vez na European Stroke Conference, realizada em Hamburgo, Alemanha.

 

Este novo tratamento foi desenvolvido para pacientes com hemorragia intracerebral (ICH), sangramento no cérebro que causa um coágulo no tecido cerebral. Este coágulo aumenta a pressão e leva à libertação de substâncias inflamatórias que podem causar danos cerebrais irreversíveis, podendo levar à morte ou invalidez.

 

O tratamento padrão para ICH consiste em cuidados de suporte, tais como controlo da pressão arterial e ventilação, assim como na cirurgia invasiva que envolve a abertura de partes do crânio para remover o coágulo, tendo ambos índices de mortalidade semelhantes, que variam de 30 a 80%, dependendo do tamanho do coágulo.

 

Para melhorar esses índices de mortalidade e a qualidade de vida desses pacientes, a equipa liderada pelo professor de neurologia, Daniel Hanley, desenvolveu um novo tratamento em 60 pacientes de 12 hospitais nos EUA, Canadá, Reino Unido e Alemanha. Em seguida, compararam os seus resultados com os de 11 pacientes que receberam apenas cuidados de suporte.

 

Depois de os neurologistas diagnosticarem os pacientes do grupo de tratamento com o ICH nesses hospitais, os cirurgiões fizeram furos do tamanho de uma pequena moeda nos crânios dos doentes próximo do local do coágulo. Com um “software” de alta tecnologia de neuro-navegação, que fornece imagens pormenorizadas do cérebro, inseriram cateteres através destes furos directamente nos coágulos. Estes cateteres usados eram destinados a fornecer t-PA, em gota, no coágulo, até três dias e com uma de duas doses: 0,3 mg ou 1 mg a cada oito horas.

 

Os investigadores verificaram que o tamanho do coágulo nos doentes tratados com ambas as doses diminuiu para menos de metade, em comparação com apenas 1% nos pacientes que receberam apenas os cuidados de suporte. A comparação das tomografias diárias mostrou que os pacientes do grupo de tratamento, cujos cateteres foram colocados na forma mais adequada através da parte maior do coágulo, apresentaram uma redução do tamanho do tumor mais eficaz.

 

Depois de acompanharem os pacientes durante seis meses, os cientistas verificaram que os pacientes tratados receberam pontuações significativamente mais altas num teste que mediu as suas capacidades funcionais no dia-a-dia, em comparação àqueles que receberam apenas cuidados de suporte.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

sequelas

Com esse tratamento pode aver sequelas
Tenho um irmão que estar enternado com coagulo na cabeça sera que esse tratamento ja funciona nobrasil e serar que ele pode ser uzado em hospitais publico

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