Novo tratamento contra a incontinência

Investigadores portugueses testam substância inovadora

17 novembro 2004
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Mais de 800 mil portugueses poderão beneficiar de uma nova intervenção terapêutica contra a incontinência urinária, que resultou de uma investigação pioneira da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).O tratamento, desenvolvido pela equipa de Francisco Cruz, foi já sujeito a um primeiro ensaio clínico, no Hospital S. João com 40 pacientes com bexigas hiperactivas, e mostrou resultados muito positivos. Mais de 80 por cento respondeu a uma única administração da nova substância, que demonstrou uma eficácia superior a seis meses. E, ao contrário das terapêuticas actualmente existentes no mercado, não apresenta efeitos secundários.A bexiga hiperactiva - mais conhecida pelo seu sintoma mais evidente, a necessidade de urinar e a incontinência - tem uma prevalência de 17 por cento na população europeia. Isto significa que, à luz destes números, haverá em Portugal cerca de 1,7 milhões de pessoas afectadas, em diferentes graus de gravidade e com principal incidência nas faixas mais idosas. Esta doença afecta tanto homens como mulheres, embora esteja mais conotada com o sexo feminino devido à maior prevalência da chamada incontinência de esforço (uma patologia que tem diferentes causas, nomeadamente o relaxamento dos músculos da uretra).A entrada no mercado desta nova terapia - que se deverá seguir ao estudo clínico multicêntrico e internacional, que é o próximo passo deste projecto - poderá ajudar milhares de doentes, já que os actuais tratamentos têm efeitos secundários que impedem a administração crónica. Um obstáculo que esta equipa - constituída por três biólogos do Instituto de Embriologia e Histologia da FMUP e três urologistas - ultrapassou, optando por uma abordagem inovadora no tratamento da incontinência urinária.Fonte: Jornal de Notícias

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