Novo teste para detectar vírus ébola
26 fevereiro 2002
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Investigadores europeus e africanos testaram com sucesso uma nova técnica de diagnóstico de infecções com o mortífero vírus ébola, informou ontem, em Bruxelas, a Comissão Europeia.
 

 

A nova técnica baseia-se na detecção de genomas virais no sangue das pessoas afectadas, cuja taxa de mortalidade atinge os 88 por cento consoante o tipo de vírus.
 

 

Segundo os cientistas, este novo método é «mais simples e mais rápido» do que os existentes. Os resultados obtidos levaram o comissário europeu responsável pela Investigação, Philippe Busquin, a realçar «o valor da cooperação internacional e multidisciplinar entre equipas de investigadores africanos e europeus» em doenças cujo impacto ultrapassa as fronteiras de um país e mesmo de um continente.
 

 

O estudo foi co-financiado pela Comissão Europeia em 500 mil euros, centros de investigação e laboratórios da Alemanha, França, Holanda, Senegal e Gabão.
 

 

Ébola «ataca» em África
 

 

O ébola tornou-se conhecido em 1976 em África, particularmente na República Democrática do Congo e no Sudão, tendo reaparecido a partir de 1994 e até 1999 por seis vezes: Costa do Marfim (1994), República Democrática do Congo (1995), Uganda (1999) e Gabão (1994,95 e 96).
 

 

O Gabão voltou a registar um quarto surto do Ébola em Dezembro passado, previsivelmente por contacto com chimpanzés e ou gorilas infectados com um vírus ainda sem cura e cuja principal forma de contágio se dá por contacto através da pele. Já se registaram 34 mortes entre os 42 casos de infecção, havendo ainda várias pessoas hospitalizadas cuja doença não está confirmada.
 

 

A doença, após sete a oito dias de incubação do vírus, causa dores abdominais, náuseas e vómitos, entre outros sintomas, evoluindo depois para situações hemorrágicas.
 

 

Fonte: TSFonLine
 

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