Novo sistema para detectar afecções em bebés durante a gravidez

Processo irá substituir amniocentese

08 julho 2003
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Cientistas australianos revelaram ter descoberto uma nova técnica para detectar afecções em bebés durante a gravidez.
 

Daryl Iewin, membro da equipa da Universidade de Queensland que participa no XIX Congresso Internacional de Genética em Melbourne, explicou que o sistema substituirá num futuro próximo a amniocentese, um processo mais arriscado e dispendioso.
 

 

O sistema consiste na realização do método de Papanicolaou, em que se recolhem células do colo do útero, explicou o cientista. A amniocentese, através da qual se extrai tecido ou fluido amniótico do útero mediante o uso de uma agulha, é recomendada a mães com mais de 35 anos, com risco maior de anormalidades cromossómicas.
 

 

Todavia, este processo aumenta em um por cento a possibilidade de aborto. A investigação do novo método encontra-se apenas no começo, mas Irwin indicou que com ele já foi possível isolar células fetais das maternas.
 

 

Através de uma técnica muito sensível chamada «multiplexfourescent» podem examinar-se as células para determinar se existem defeitos genéticos como a síndroma de Down ou a fibrose cística.
 

 

Os perigos do colesterol
 

 

A presença de células fetais no colo do útero de mulheres grávidas foi descoberta em 1971, mas o número de células que podiam detectar-se com as tecnologias então existentes eram insuficientes.
 

 

Por outro lado, cientistas do Instituto de Investigação Nacional do Genoma Humano, dos Estados Unidos, revelaram ter concluído que um baixo nível de colesterol durante a gravidez pode danificar gravemente o cérebro do bebé.
 

Max Muenke, director de genética médica daquele instituto, disse que uma deficiência de colesterol pode causar uma doença conhecida por HPE, que impede a divisão do cérebro e afecta um em cada 10 mil bebés ao nascimento.
 

 

Dos dez genes ligados à doença, o mais relevante é o gene «sonic Hedgehog», que regula também o crescimento das extremidades, as mãos e os pés, e que, para funcionar correctamente, precisa de colesterol.
 

 

Segundo Muenke, é seguro afirmar que, em geral, uma elevada taxa de colesterol é nociva para os seres humanos, mas há dúvidas sobre o seu papel durante a gravidez.
 

 

Fonte: Lusa
 

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