Novo sistema de vigilância epidemiológica entra em funcionamento em 2011

Propagação das doenças transmissíveis poderá ser prevenida e contida

14 dezembro 2010
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No início de 2011 vai entrar em funcionamento o novo sistema de vigilância epidemiológica de notificação automática das doenças transmissíveis que permitirá identificar situações de risco e preparar planos de contingência, revelou à agência Lusa o director-geral da Saúde, Francisco George.

 

O sistema nacional de informação de vigilância epidemiológica (SINAVE), criado por lei em Agosto de 2009, é um sistema de vigilância em saúde pública capaz de prevenir e conter a propagação das doenças transmissíveis e outros riscos para a saúde pública. Este sistema permitirá estimar com rigor a prevalência de determinadas doenças, como a sida, em Portugal.

 

“Nós temos de conhecer a verdade. Não podemos fazer a saúde pública baseada em mentiras e para isso temos de conhecer cada vez mais a informação”, defendeu Francisco George.

 

Para a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida, a vigilância epidemiológica fornece a informação para a construção de indicadores sem os quais não é possível planear a resposta à infecção e monitorizar o resultado das medidas tomadas.

 

De forma a obter estes dados, a Coordenação Nacional tem recolhido periodicamente informação sobre dadores de sangue, utentes das estruturas do Instituto da Droga e da Toxicodependência, parturientes e doentes com sida acompanhados em unidades hospitalares. Também é realizado um inquérito anual tendo como base uma amostra aleatória da população geral, recolhendo de forma normalizada dados sobre conhecimentos, atitudes e comportamentos relacionados com a infecção VIH, e inquéritos específicos dirigidos às populações mais vulneráveis: utilizadores de drogas, população prisional, homossexuais e trabalhadores do sexo.

 

Está também a ser implementado um sistema informático nas unidades hospitalares responsáveis pelo seguimento das pessoas seropositivas que contribuirá para o conhecimento continuado da infecção e da gestão da infecção.

 

Francisco George sublinhou que “temos de conhecer as causas da mortalidade dos portugueses”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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