Novo Prémio Bial defende endoscopia no rastreio colorretal para prevenir cancro

Médico Mário Dinis Ribeiro venceu a edição de 2018

20 fevereiro 2019
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O Prémio Bial de Medicina Clínica 2018 foi entregue ao médico Mário Dinis Ribeiro, que defende a realização de uma endoscopia digestiva alta em simultâneo com o rastreio do cancro colorretal para prevenir cancros.
 
“A relação custo-eficácia significa que vamos gastar agora para poupar no futuro”, explicou à agência Lusa.
 
O premiado, que é diretor do Serviço de Gastrenterologia no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, entendeu que proporcionar ao utente a possibilidade de fazer uma endoscopia ao mesmo tempo que faz o rastreio do cancro colorretal é proporcionar-lhe um “momento único” de rastreio ao tubo digestivo e a possibilidade de detetar lesões precoces.
 
“A deteção de lesões precoces vai permitir reduzir as mortes por cancro gástrico, não de todos os casos, como é óbvio”, referiu.
 
Se nada for feito quanto ao diagnóstico precoce, Mário Dinis Ribeiro considerou que a morte por este tipo de cancro continuará “elevadíssima”, estimando-se que em 2035/2040 seja diagnosticado todos os dias a dezenas de pessoas.
 
Além disso, acrescentou, nas próximas décadas o número de mortes por cancro gástrico vai aumentar devido ao envelhecimento da população.
 
O médico avançou que em 2016 as mortes por cancro gástrico corresponderam a três quartos dos acidentes de viação ou a nove vezes os doentes que morrem com sida.
 
De forma sumária, o premiado ressalvou que para reduzir a mortalidade por cancro gástrico em Portugal deve-se promover uma redução efetiva do hábito tabágico e promover a erradicação da bactéria Helicobacter pylori - se presente -, mas, indubitavelmente, promover o diagnóstico precoce.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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