Novo passo para obtenção de células estaminais em laboratório

Estudo publicado no “Nature Communications”

14 dezembro 2015
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Um estudo levado a cabo pelo Institut Hospital del Mar d’Investigacions Mèdiques, em Espanha, revelou que a intensidade ou eficiência da ativação da proteína Notch, que se encontra envolvida em diferentes fases do desenvolvimento embrionário, determina se estas irão dar origem à artéria aorta ou a células estaminais hematopoiéticas.
 
Os cientistas já sabiam que a ativação da proteína Notch era essencial para a formação de artérias ou de células estaminais hematopoiéticas e que as proteínas responsáveis por esta ativação eram os ligandos Delta 4 e Jagged 1, respetivamente. Contudo, este estudo demonstrou como funciona este sinal para chegar a um determinado nível de ativação e dar origem a dois tipos distintos de células – enquanto que para a formação de células de artérias é necessário ativar mais moléculas Notch, a formação de células hematopoiéticas requer a ativação de menos células deste género.
 
A compreensão destes sinais é importante para permitir a criação de células estaminais hematopoiéticas em laboratório. Apesar de já se produzir este tipo de células em laboratório, o processo não é ainda muito eficiente ou reproduzível. Este estudo poderá melhorar os processos atuais de forma a permitir que no futuro seja possível realizar transplantes em muitos pacientes que atualmente não possuem dadores compatíveis.
 
Para esta investigação foram utilizados ratinhos, mas a próxima etapa que os cientistas esperam concluir é a reprodução deste estudo em células embrionárias humanas ou células endoteliais programadas, visto que os investigadores confiam que irá funcionar de forma semelhante. Além disso, é altamente provável que mecanismos semelhantes funcionem da mesma forma para dar origem a outros tipos de células.
 
“Apesar de isto não ter aplicação imediata, porque não conhecemos todos os sinais, nem como regulá-los, estamos a esboçar gradualmente um protocolo mais preciso para aprender a criar células que possam depois ser transplantadas”, adiantaram os cientistas em nota da universidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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