Novo modelo poderá prever risco de pacientes com hepatite C

Modelo descrito na publicação “Hepatology”

29 maio 2015
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Uma equipa de investigadores da Universidade do Michigan desenvolveu um modelo que prevê o risco de pacientes com hepatite C virem a necessitar de novos fármacos antivirais.


Apesar de na maior parte dos casos de pacientes com hepatite C a doença permanecer estável sem tratamento (possivelmente durante anos), cerca de um terço destes doentes terá um elevado risco de apresentar complicações e necessitar de cuidados imediatos para evitar danos graves no fígado. Contudo, o tratamento para estes casos é muito caro, pelo que se torna importante perceber quais os pacientes que poderão precisar desse tipo de terapia.


“Idealmente trataríamos todos os doentes. Mas até os obstáculos logísticos e financeiros serem ultrapassados, profissionais clínicos e decisores políticos são obrigados a orientar estas terapias aos pacientes com maior urgência”, esclarece a líder do estudo, Monica Konerman.


Na tentativa de desenvolver uma ferramenta que permitisse identificar com maior rigor o risco de progressão da doença hepática, a equipa de cientistas utilizou os dados do estudo “Tratamento Antivírico da Hepatite C para a Cirrose” (HALT-C, sigla inglesa), nomeadamente idade, índice de massa corporal, tipo de vírus e valores de análises de rotina.


Este modelo inclui dados de mais parâmetros de análises do que aqueles que a maioria dos modelos tradicionais utilizam, pelo que são utilizados métodos de aprendizagem automática para analisar a variação dos valores desses parâmetros ao longo do tempo.


Entre os pacientes considerados como sendo de baixo risco, o estudo da Universidade do Michigan previu que apenas 6% desenvolverá cirrose durante o ano seguinte, comparado com 56% no grupo de alto risco.


“Ao prestar tratamento imediato aos pacientes identificados como sendo de alto risco para um prognóstico negativo, esses pacientes poderão beneficiar de tratamentos altamente eficazes, enquanto outros pacientes poderão continuar a ser monitorizados e a sua avaliação de risco atualizada a cada consulta”, referiu Konerman.


Esta ferramenta de previsão do risco pode ser adicionada a processos clínicos eletrónicos como ferramentas de apoio à decisão dos médicos, uma vez que pode sugerir a frequência das consultas e dos exames.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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