Novo método promete revolucionar diagnóstico de VIH

Estudo publicado no “Angewandte Chemie”

16 outubro 2015
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Um novo método promete revolucionar o lento e dispendioso processo de deteção de anticorpos que permitem ajudar a diagnosticar doenças infeciosas e autoimunes, como a artrite reumatoide e o VIH, revelou uma equipa internacional de cientistas na publicação científica “Angewandte Chemie”.
 
Cientistas de Itália, Canadá e EUA desenvolveram uma “máquina” de ADN em nanoescala para reconhecer um determinado tipo de anticorpos-alvo. Esta nova abordagem deverá, na opinião dos autores, permitir realizar a deteção de anticorpos de forma mais rápida, a baixo custo e no próprio local de prestação de cuidados, eliminando, dessa forma, atrasos no início de tratamentos e muitos dos custos associados a técnicas usadas atualmente.
 
A ligação do anticorpo à “máquina” de ADN provoca alterações estruturais que dão origem a um sinal luminoso. O sensor não precisa de ser ativado quimicamente e é rápido (atua em cinco minutos), permitindo a fácil deteção dos anticorpos-alvo, mesmo em amostras complexas, como é o caso do soro sanguíneo.
 
Francesco Ricci, professor na Universidade de Roma, em Itália, e um dos autores do estudo, considera que a versatilidade deste método é uma das suas grandes vantagens. “Esta nanomáquina de ADN pode, na verdade, ser alterada conforme as necessidades para detetar uma grande variedade de anticorpos, o que torna a nossa plataforma adaptável a diversas doenças”, adiantou.
 
Também Vallé-Bélisle, professor na Universidade de Montreal, no Canadá, e coautor do estudo, considera que este método possui várias vantagens, em relação aos métodos atualmente utilizados, nomeadamente o facto de ser rápido, não necessitar de químicos reagentes e poder ter várias aplicações, tais como a nível de diagnóstico ou de bioimagem, no local de prestação de cuidados.
 
“Outra característica positiva da nossa plataforma é o facto de ser low-cost”, acrescentou Kevin Plaxco, professor na Universidade da Califórnia, nos EUA, e outro dos autores do estudo. “Os materiais necessários para uma análise custam cerca de 15 cêntimos, o que torna a nossa abordagem muito competitiva em comparação com outras abordagens quantitativas”.
 
Embora os primeiros resultados tenham sido positivos, os cientistas esperam ter a oportunidade de melhorar esta plataforma de forma que o sinal da nanomáquina possa ser recebida através de um simples telemóvel.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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