Novo método de diagnóstico para complicações associadas às artérias

Cientista português lidera estudo na Universidade Livre de Bruxelas

27 fevereiro 2003
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Um cientista português da Universidade Livre de Bruxelas (ULB) que investiga a elasticidade média das artérias pode encontrar-se próximo de um novo método de diagnóstico para complicações associadas àqueles vasos sanguíneos.
 

 

Rui Carlos Pereira de Sá, 28 anos, disse à Lusa que aquele potencial resultado da sua investigação - à margem da sua tese de doutoramento sobre as variações da respiração e do ritmo cardíaco durante o sono, em terra e no espaço - ainda exigirá novos estudos.
 

 

O projecto foi apresentado a concurso na Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) enquanto «experiência original que pudesse realizar-se em situação de microgravidade», e obteve o primeiro prémio na 7/a Conferência Europeia de Ciências da Vida no Espaço (1999).
 

 

Os resultados preliminares, apresentados na 8/a edição daquele evento (em 2002), abriram «boas perspectivas» quanto ao desenvolvimento de uma nova técnica «muito mais rápida e não invasiva» para os pacientes, afirmou Rui Sá.
 

 

Os médicos recorrem actualmente a dois métodos diferentes para detectar doenças cardiovasculares ou a existência de depósitos de gordura ou placas que dificultem a passagem do sangue nas artérias, explicou o investigador do Laboratório de Física Biomédica da Faculdade de Medicina de Bruxelas.
 

O primeiro é invasivo (exige a introdução de uma agulha de catéter nas artérias), enquanto o método de Doppler recorre a uma sonda exterior que realiza exames em dois locais diferentes das artérias (só abrange cerca de um centímetro cúbico) - fazendo-se depois uma estimativa para todo o vaso sanguíneo.
 

 

Do projecto de Rui Sá, que mede a actividade eléctrica do coração para saber quando a válvula aórtica se abre e ejecta sangue na artéria, poderá assim surgir um novo método de diagnóstico «mais rápido e mesmo preliminar» dos vasos sanguíneos - através da medição do tempo que a onda de pressão leva a percorrer até ao dedo médio da mão.
 

 

Fonte: Lusa
 

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