Novo meio de diagnóstico do cancro submetido a pedido de patente

Método desenvolvido pela Universidade de Coimbra

22 outubro 2015
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Investigadores do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) desenvolveram um novo meio de diagnóstico do cancro que vai ser submetido a pedido de patente internacional, refere a Universidade de Coimbra (UC).
 
O ICNAS da UC e a multinacional norte-americana Ion Beam Applications (IBA) – “líder mundial no fabrico de ciclotrões” – acabam de “submeter conjuntamente o pedido de patente internacional para um novo processo de produção de Gálio-68”, refere a Universidade, numa nota à qual a agência Lusa teve acesso.
 
O novo processo de produção de Gálio-68, que é um “isótopo fundamental no diagnóstico do cancro”, garante “maior rendimento e tem um custo dez vezes inferior” ao método adotado atualmente.
 
A invenção é dos investigadores do ICNAS Antero Abrunhosa, Francisco Alves e Vítor Alves, que, “ao longo dos últimos dois anos, desenvolveram um processo inovador de produção de isótopos para marcação de moléculas utilizadas em tomografia de emissão de positrões (PET), essenciais para o diagnóstico e estadiamento de doenças oncológicas”, diz a UC.
 
O método desenvolvido tem impacto significativo na realização de exames de PET para o diagnóstico de cancro porque “garante maior rendimento e tem um custo dez vezes inferior ao atual, tornando assim o exame acessível a um maior número de doentes e promovendo o uso generalizado deste tipo de exame para o diagnóstico de tumores”, referem os investigadores.
 
“Esta redução de custos terá também, sem dúvida, um impacto positivo no sistema nacional de saúde”, pois o “método disponível no mercado é complexo e dispendioso”, salientam Antero Abrunhosa, Francisco Alves e Vítor Alves.
 
Os três especialistas destacam ainda a importância da transferência de tecnologia da Universidade para as empresas, com benefícios sociais e económicos, porque “a IBA vai comercializar em todo o mundo as soluções criadas a partir desta patente”.
 
A solução desenvolvida no ICNAS terá “uma escala global”, acreditam os investigadores.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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