Novo material fez regenerar osso craniano em ratinho

Estudo publicado na revista “PLOS One”

13 março 2017
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Uma equipa de investigadores conseguiu voltar a fazer crescer osso no crânio de um ratinho.
 
O trabalho efetuado em colaboração por investigadores da Universidade Northwestern e Universidade de Chicago, EUA, foi um sucesso e constitui uma inovação que poderá no futuro melhorar os cuidados prestados a pacientes que tenham sofrido traumas severos no crânio ou cara.
 
Para a reparação do osso, que era um buraco no crânio do ratinho, a equipa empregou uma combinação de tecnologias que regeneraram o osso, com vasos sanguíneos de suporte, apenas na área necessária, sem desenvolver tecido de cicatriz, e com uma maior rapidez do que outros métodos já utilizados.
 
Para o ensaio, os investigadores recolheram células do crânio do ratinho e modificaram-nas de forma a produzirem uma proteína potente para promover o crescimento do osso. De seguida utilizaram o hidrogel de Guillermo Ameer, o qual serviu de suporte estrutural temporário para inserir e manter as células na área afetada. A utilização de células cranianas do ratinho fez com que o organismo não as rejeitasse. 
 
“Os resultados são empolgantes”, adiantou Guillermo Ameer, professor de engenharia biomédica na Escola de Engenharia McCormick na Universidade Northwestern. A combinação daquelas tecnologias foi um sucesso, comentou ainda o investigador.
 
A proteína, denominada BMP-9, demonstrou promover o crescimento das células ósseas mais rapidamente do que outros tipos de BMP. A BMP-9 também parece incentivar a criação de vasos sanguíneos na área afetada. 
 
A estrutura de suporte elaborada no laboratório de Guillermo Ameer é denominada PPCN-g, tem ácido cítrico como base e é um líquido que quando é aquecido à temperatura corporal torna-se um material elástico tipo gel. 
 
Quando o líquido, que contém células com a capacidade de produzirem osso, é aplicado, adapta-se à forma do defeito do osso. O material permanece na área afetada como um gel, mantendo as células na área durante a reparação. O PPCN-g é depois absorvido pelo organismo. 
 
As lesões e defeitos cranianos ou nos ossos da cara são muito difíceis de tratar e muitas vezes exigem um enxerto de osso da bacia, costelas ou de outro local, o que é bastante doloroso.  
 
A capacidade de fazer crescer células cranianas de forma segura e que rapidamente conseguem regenerar o osso in vivo, em vez de regenerar osso em laboratório, o que demoraria muito tempo, poderá conduzir, no futuro, a um tratamento muito melhor a nível cirúrgico, tornando o enxerto de osso obsoleto.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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